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As novidades de Francisco

28 Jul

Leonardo Boff :
5.Da doutrina à prática: Não se apresenta como doutor mas como pastor. Fala a partir da prática, do sofrimento humano, da fome do mundo, dos imigrados da África, chegados à ilha de Lampedusa. Denuncia o fetichismo do dinheiro e o sistema financeiro mundial que martiriza inteiros países. Desta postura resgata as principais intuições da teologia da libertação, sem precisar citar o nome. Diz:”atualmente, se um cristão não é revolucionário, não é cristão; deve ser revolucionário da graça”. E continua:”é uma obrigação para o cristão envolver-se na política, pois a política é uma das formas mais altas da caridade”. E disse à Presidenta Cristina Kirchner:”é a primeira vez que temos um Papa peronista” pois nunca escondeu sua predileção pelo peronismo. Os Papas anteriores colocavam a política sob suspeita, alegando a eventual ideologização da fé.

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Os Deuses devem estar loucos

3 Abr

Mário Soares no Diário de Noticias :

‘(…)Vem isto a propósito do Papa dos pobres, o italo-argentino, antigo cardeal Jorge Mario Bergoglio, hoje Papa Francisco (em homenagem a Francisco de Assis), antigo jesuíta, hoje chamado o Papa dos pobres. Porquê? Porque a sua mensagem e preocupação desde o primeiro dia do seu mandato são os pobres, os que sofrem por terem grandes carências. É pois o Papa dos pobres e do apego à simplicidade, sejam católicos, ateus ou de outras religiões – como disse e repetiu -, todos são irmãos e filhos de Deus.
É pois um Papa antineoliberal, valorizando as pessoas, em favor do Estado social, sem dar valor ao dinheiro, às riquezas, à ostentação, mas sim aos pobres, independentemente das religiões que praticam e mesmo dos que são ateus, porque, segundo ele, são todos filhos de Deus. Com a sua simplicidade, visitando os presos, lavando e beijando os pés das mulheres e dos homens, como iguais, visitando o seu antecessor, o Papa a que chamou emérito, Bento XVI, Francisco conquistou não só os católicos mas a gente de todas as religiões – e os não religiosos – provocando uma verdadeira revolução pacífica no Vaticano, afastando a ostentação, a riqueza inútil e a corrupção, em favor dos pobres e dos que sofrem, sejam de que religiões forem ou mesmo de nenhuma. A crise da instituição eclesiástica é profunda e deve ser ultrapassada, como disse o teólogo Leonardo Boff. É o que pretende o Papa Francisco.(…)’

Imagem do dia

13 Fev
Alfons Lopez no Publico.es

Alfons Lopez no Publico.es

Depois do adeus

12 Fev

O Papa e o Twitter

6 Jan
LOL : “Laughing Out Loud”. “Mort de rire”, ou MDR en français. Dessin de Bénédicte, Suisse

LOL : “Laughing Out Loud”. “Mort de rire”, ou MDR en français. Dessin de Bénédicte, Suisse

“É claro que, quando o Papa enviou sua primeira mensagem [12 de dezembro] para saudar os seus milhões de seguidores, ele não tinha muito a dizer. “Queridos amigos, escreveu ele, é com alegria que me junto a vocês no Twitter. Obrigado pela vossa resposta generosa. A todos vocês abençoo de todo o meu coração.”  Os seus seguidores não têm também muito a dizer. O Twitter é uma ferramenta para conversas rápidas e a Igreja Católica Romana nunca se destacou nesta área.

No entanto, o Vaticano sempre se distinguiu pelo uso das tecnologias. Desde 1996, que o Vaticano tem seu próprio site, administrado por uma comunidade beneditina no deserto do Arizona. Foi um dos primeiros estados a ter a sua estação de rádio. E tem também uma televisão. Mas o que é mais surpreendente é o escopo dessas novas tecnologias. Nós tendemos a pensar que redes como o Twitter visam ocidentais ricos. E essa é, sem dúvida, a audiência para os anunciantes.

Mas o Datablog do Guardian [pioneiro do jornalismo que publica on-line dados estatísticos] revela um público muito diferente. Vários utilizadores do Twitter seguem o Papa no Médio Oriente, incluindo a Arábia Saudita. Trabalhadores filipinos imigrantes, que vivem em condições análogas à escravidão neste país onde as igrejas são ilegais não acharão nem chato nem absurdo saber que o Papa envia a sua bênção.

 Há apenas dois tipos de coisas que um papa pode dizer publicamente ao mundo: banalidades e incongruências. Mas os fiéis, se o escutarem, ouvirão algo mais da sua voz. Na sua primeira resposta a uma pergunta no Twitter,  encorajou a”buscar Jesus a quem está em necessidade.” Uma mensagem para a vida em menos de 140 caracteres …

A primeira observação é que a conta do Papa foi um grande sucesso, apesar do fato de que ele não ter a pretensão de escrever as suas mensagens – mesmo que as aprove – muito menos perder tempo a ler as respostas. Muito poucos líderes religiosos sabem usar o Twitter. Alguns, obviamente, com medo de cometerem erros. Outros usam-no para fazer propaganda ou pedem que o façam, mas não sabem onde parar. O fluxo de mensagens do arcebispo de York [segundo líder espiritual da Igreja Anglicana depois do arcebispo de Canterbury] é um fluxo de banalidades hipócritas próprias para tirar ao leitor a vontade de viver. As respostas aos tweets do Papa são quase tão previsíveis quanto as suas mensagens. 

O mais impressionante é o pequeno número de mensagens em Inglês citando a hashtag [palavra-chave] @ pontifex[nome da conta do Papa] em comparação com outras línguas. Há tradução das mensagens do Papa em sete idiomas [Espanhol, Italiano, Português, alemão, polaco, árabe e francês], mas, infelizmente, não há em latim, como comentou Korsikan_Deb [que tem 60 seguidores] : “O Papa escreveu em Inglês. Teria achado  divertido lê-lo, em latim no Twitter! *” (…)

 Extraído do Courier Internacional, num texto de Andrew Brown, no

Eles já perceberam

17 Nov

Na década de 70 assinala-se um marco na história do Estado Social em Portugal. A criação do Sistema Nacional da Saúde, depois do lançamento do despacho e da aprovação no Parlamento de um diploma criado por António Arnaut.

40 anos depois os governos europeus, maioritariamente de direita, tentam reduzi-lo ao mínimo argumentando a sua insustentabilidade.  Mas deviam saber que o estado social é a salvaguarda  de uma  paz social mínima .

Durão Barroso já percebeu, quando condena os Governos que querem cortar nos programas sociais e de estímulo à economia e o Papa já o entendeu quando revelou preocupação relativamente aos tempos de crise económica, que estão a levar “à diminuição de recursos disponíveis para o setor da saúde“.

 

 

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