Tag Archives: Paulo Portas

Seguro quer pôr fim à crise política

3 Jul

O secretário-geral do PS, António José Seguro, considerou hoje que “é urgente pôr um fim” à “crise política” provocada pela demissão de Paulo Portas, que “deita fora os pesados sacrifícios que os portugueses têm vindo a fazer”.
“Quero dizer uma vez mais que reprovo, como todos os portugueses com certeza me acompanham, a atitude profundamente irresponsável do primeiro-ministro e do Governo, que deita fora os pesados sacrifícios que os portugueses têm vindo a fazer”, disse o líder socialista.
António José Seguro falava no final de uma audiência com o Presidente da República, no Palácio de Belém.
“Só num dia, as empresas portuguesas cotadas em bolsa perderam 2,6 mil milhões de euros, os juros voltaram a subir, ninguém compreende estas atitudes e este desmoronamento do Governo”, criticou o socialista.
Seguro, que referiu ter tido uma reunião “extremamente positiva” com Cavaco Silva, defendeu que “é preciso dar uma palavra de confiança e esperança aos portugueses” e “é urgente parar com esta irresponsabilidade e por um fim a esta crise política”.
“Transmiti ao senhor Presidente da República a minha posição e a do PS, consideramos que o país tem de ser dotado rapidamente de um Governo forte, coeso, coerente, que faça com que os sacrifícios tenham sentido, que recupere a credibilidade externa perdida e, acima de tudo, assuma o compromisso a que o Estado português está vinculado”,disse.
O secretário-geral do PS disse que não divulga “o que se passa nas reuniões com o senhor Presidente da República” e vincou que a sua responsabilidade é “apresentar soluções”.
Questionado pelos jornalistas sobre os contactos nacionais e internacionais que tem mantido, António José Seguro confirmou ter falado com o presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, e com o presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz, e adiantou que estas conversações vão “continuar nos próximos dias”.
ATF // PGF

Uma crise patética

3 Jul

João Marcelino no DN:
Há momentos em que a realidade supera a pior das expectativas. Esta crise política, que vai inevitavelmente conduzir à queda do Governo nos próximos dias, é um desses lamentáveis momentos. Em menos de 24 horas, desertaram os dois ministros de Estado. Foi nomeada para a pasta das Finanças uma pessoa que está no centro de uma polémica discussão pública e parlamentar e que tomou posse num ambiente digno de um funeral. O líder do CDS ensaiou uma saída de cena que não contemplava a obrigação de explicar qual a posição futura do seu partido na coligação. E, a cereja em cima do bolo, o primeiro-ministro prosseguiu esta peça teatral de baixo nível fazendo um discurso caricato em que se nega a aceitar a realidade – e por isso não pediu até ao Presidente da República a exoneração de Paulo Portas (que foi apresentada como “irrevogável” em carta pública). Estamos perante um dos mais caricatos episódios da política portuguesa desde que a Democracia se instalou em Portugal, em 1974. Absolutamente patético! É óbvio que esta crise vai acabar em eleições a muito curto prazo. Passos Coelho, que hoje vai a Berlim à espera que seja o CDS a explicitar o fim do Governo, está apenas a jogar com Paulo Portas uma incrível partida de xadrez que desmente o sentido de responsabilidade tantas vezes reclamado pelo Governo. Ambos querem empurrar para o outro o ónus de terem frustrado as expectativas do País. Apenas isso. Lamentavelmente, só isso. E, entretanto, os mercados vão fazendo as leituras devidas. Passos Coelho e Paulo Portas podem querer continuar a reclamar terem ganho a batalha da credibilidade externa do País. Mas aprestam-se para deixarem os juros da dívida pública nacional de novo bem acima dos 7%, acompanhada de um exército de desempregados, um défice ainda descontrolado, um endividamento crescente, uma espiral recessiva instalada, centrais sindicais na rua e confederações patronais unidas na recusa deste caminho para a economia. Esta é a realidade – e ela desmente o discurso do primeiro-ministro, que tem da ação do seu Governo uma perspetiva delirante. É obvio que esta crise é má para Portugal. Mas sendo Passos Coelho e Paulo Portas os únicos responsáveis pelo que se está a passar, um elementar sentido mínimo de bom senso deve aconselhá-los a saírem de cena muito rapidamente. Se lhes faltar isso, resta esperar que Cavaco Silva saiba sair do estado de hipnotismo em que entrou e acabar com a palhaçada. O pós-troika, agora, vai ter de esperar. E o País precisa de saber se tem ou não Presidente da República.

Um caso de sucesso

2 Jul
É o que se pode afirmar da ideia de Poiares Maduro promover briefings diários do Governo. Já provocou duas demissões, uma por dia. Em vez das manifestações, o país devia olhar para a força do Ministro-Adjunto como força demolidora deste executivo e aguardar pelos dias que se seguem.  Razão tinham os ministros para ter reservas à ideia.

Demitiu-se na terça, dia 2-07-13

Demitiu-se na terça, dia 2-07-13


Demitiu-se segunda-feira. dia 1-07-13

Demitiu-se segunda-feira. dia 1-07-13

O N.º 2

1 Dez

“Quarta-feira, numa entrevista à TVI, Pedro Passos Coelho disse que o ministro das Finanças era o n.º 2 do Governo, o que naturalmente equivale a dizer que Paulo Portas é o n.º 3. Pode ser que esta observação de Passos Coelho não passe de um lapso ou de uma inadvertência. Mas como ele não se corrigiu logo com toda a clareza, custa a engolir que ele não acredite na declaração que fez (de resto, com a maior espontaneidade) ou mesmo que, no fundo, ela não seja, como parece, uma declaração política para uso interno da maioria. De qualquer maneira, o primeiro-ministro não pode reduzir o presidente do CDS a uma personagem secundária, exaltando de caminho um técnico de contas escolhido e promovido por ele próprio. A JSD há muito tempo que já lá vai. A posição em que está hoje não lhe permite certos devaneios.

O Governo assenta numa coligação do PSD e do CDS. Foi no PSD e no CDS que os portugueses votaram. Não foi no prof. Vítor Gaspar, que evidentemente desconheciam. Paulo Portas representa um eleitorado. O prof. Vítor Gaspar, por admirável que o dr. Passos Coelho o ache, em rigor não representa ninguém; e nada impede que o ignorem ou despeçam, sem prejuízo formal para a continuidade e até para a estabilidade da situação vigente. Pelo contrário, a coligação depende dia a dia da vontade de Paulo Portas. Sem ele, não haveria maneira de evitar eleições. E é por isso que o cidadão comum presume (como agora se constata, muito mal) que a política do Governo, principalmente a política financeira, resulta de um acordo entre o PSD e o CDS, em que o PSD pesa por força mais, mas que também reflecte a influência do CDS. O que nenhum cidadão quer ou imagina é que o prof. Gaspar e um grupo anónimo de peritos determinem o seu destino, à revelia dos seus representantes.

As regras da democracia, embora frequentemente incómodas, têm de se aplicar em qualquer circunstância. Paulo Portas, como principal dirigente de um dos dois partidos da coligação, devia manifestamente ser vice-primeiro-ministro, um cargo que não deixaria dúvidas sobre a sua importância e participação nas decisões fundamentais do Governo. A desenvoltura com que Passos Coelho e Vítor Gaspar o tratam e tratam o CDS levará tarde ou cedo a um rompimento acrimonioso. Na última aliança com o PSD (de Pedro Santana Lopes) Paulo Portas resolveu embarcar, em nome de uma falsa solidariedade, numa aventura sem sentido. Esperemos que, desta vez, não repita um erro tão óbvio. Se o prof. Vítor Gaspar é de facto o n.º 2 da coligação, ele, ou Passos Coelho por ele, que arranjem os votos para a sustentar. Portas não tem de aceitar responsabilidades que não são suas.”

Vasco Pulido Valente, no Público

Imagem do dia

30 Out

Mural junto ao Centro Comercial Amoreiras, Lisboa

Imagem

Imagem do dia

18 Out

Vira Orçamental


Com a devida vénia ao Cantigueiro

Citação

Não se passa nada

23 Set

“O país viveu duas semanas sob a ameaça de ficar sem Governo num momento especialmente crítico, tais eram as divergências públicas no seio da coligação a propósito da famosa TSU. Mas, afinal, não se passou nada. Um simples comunicado em que a TSU não é sequer referida bastou para que os dois partidos ficassem amigos como dantes.

Tão amigos que já na próxima semana vão tratar de um assunto mais importante e urgente: a preparação de coligações que permitam ao CDS salvar a pele nas próximas eleições autárquicas.

Quando Cristiano Ronaldo ficou triste, jurou que não era por dinheiro, mas a sua tristeza acabou assim que se dispuseram a pagar-lhe, segundo as notícias, mais uns milhões de euros. Paulo Portas é o Ronaldo desta história. Entristeceu com a TSU, mas a tristeza foi-se na hora em que o PSD se prontificou a dar-lhe a mão no difícil transe das autárquicas. Nada disto se passou assim? Talvez não. Mas é o que parece depois de os dois partidos terem metido as eleições locais no comunicado sobre a vaga tentativa de disfarce da crise governativa. Se pretendiam dizer que a coligação está tão forte e coesa que até vai alargar-se às autarquias, o que conseguiram foi transmitir a ideia de que, na hierarquia das suas preocupações, o negócio partidário está ao mesmo nível, se não um pouco acima, de tudo o que atormenta o país.

A democracia portuguesa já viveu muitas crises governamentais, mas não há memória de nenhuma com tanta infantilidade e jogo rasteiro. Talvez Passos Coelho tenha percebido, enfim, o que lhe aconteceu. Por leviandade e sobranceria, desprezou o PS, atraiçoou a UGT, ignorou o Presidente e foi inchando de autossuficiência até perder o país e acabar refém de um especialista em manobras de sobrevivência política. E que por ela fará sempre o que for preciso, incluindo desacreditar, quando tal lhe der vantagem, o Governo de que faz parte.

A confiança só se perde uma vez — dizem que é como a virgindade —, pelo que se percebe bem que Passos e Portas nem tenham vindo a público fingir que voltavam a confiar um no outro. Isso pouca importância teria se a confiança dos portugueses, insultados pelo modelo TSU de empobrecimento, com a ostensiva transferência de riqueza do trabalho para o capital, ainda pudesse ser recuperada. É triste, mas quando mais precisávamos de um Governo forte e credível, só temos o que aí está: algo que mais parece um cadáver político adiado.”

Fernando Madrinha no Expresso 2012-09-22

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