Arquivo | Personalidade RSS feed for this section

José Sócrates apresentou ” A Confiança no Mundo” na Figueira da Foz

23 Dez
No passado dia 19 de Dezembro, o ex-Secretário-Geral do PS e ex- Primeiro-Ministro, José Sócrates , apresentou no Casino da Figueira da Foz o seu livro ” A Confiança no Mundo”, com a presença de Miguel Sousa Tavares.
Uma sessão que encheu por completo o Salão Caffé do Casino, numa demonstração de interesse pela obra e pelos oradores, mas também uma oportunidade para muitos revelarem a enorme admiração e carinho por José Sócrates.
Apesar da época natalícia, dos eventos que decorriam pelo Distrito, da chuva e do frio, cerca de meio milhar de pessoas esteve no Casino, cativados pelo aceso debate entre Miguel Sousa Tavares e José Sócrates sobre os limites da tortura.
Em suma, uma noite em que duas personalidades carismáticas encantaram.
José Sócrates e Miguel Sousa Tavares

José Sócrates e Miguel Sousa Tavares

Vista parcial do salão do Casino da Figueira da Foz

Vista parcial do salão do Casino da Figueira da Foz

Lider Distrital da  JS , Presidente Junta Freguesia de Buarcos/S. Julião em primeiro plano

Lider Distrital da JS , Presidente Junta Freguesia de Buarcos/S. Julião em primeiro plano

Na companhia de Natalia Conde, José Nuno Paiva Carvalho e o vereador de Góis , José Rodrigues

Na companhia de Natalia Conde, José Nuno Paiva Carvalho e do vereador de Góis , José Rodrigues


A chegada de José Sócrates ao Casino da Figueira da Foz, com Ana Jorge, João Portugal e André Figueiredo ( foto Casino da Figueira da Foz)

A chegada de José Sócrates ao Casino da Figueira da Foz, com Ana Jorge, João Portugal e André Figueiredo ( foto Casino da Figueira da Foz)

Fernando Valle, Uma vida com sentido

27 Out

Na Fundação Mário Soares, António Campos fala sobre Fernando Valle

Na Fundação Mário Soares, António Campos fala sobre Fernando Valle

Vista parcial do auditorio

Vista parcial do auditorio


003

No aniversário de Pessoa

13 Jun
As Três Espécies de Portugueses
Há três espécies de Portugal, dentro do mesmo Portugal; ou, se se preferir, há três espécies de português. Um começou com a nacionalidade: é o português típico, que forma o fundo da nação e o da sua expansão numérica, trabalhando obscura e modestamente em Portugal e por toda a parte de todas as partes do Mundo. Este português encontra-se, desde 1578, divorciado de todos os governos e abandonado por todos. Existe porque existe, e é por isso que a nação existe também.
Outro é o português que o não é. Começou com a invasão mental estrangeira, que data, com verdade possível, do tempo do Marquês de Pombal. Esta invasão agravou-se com o Constitucionalismo, e tornou-se completa com a República. Este português (que é o que forma grande parte das classes médias superiores, certa parte do povo, e quase toda a gente das classes dirigentes) é o que governa o país. Está completamente divorciado do país que governa. É, por sua vontade, parisiense e moderno. Contra sua vontade, é estúpido.
Há um terceiro português, que começou a existir quando Portugal, por alturas de El-Rei D. Dinis, começou, de Nação, a esboçar-se Império. Esse português fez as Descobertas, criou a civilização transoceânica moderna, e depois foi-se embora. Foi-se embora em Alcácer Quibir, mas deixou alguns parentes, que têm estado sempre, e continuam estando, à espera dele. Como o último verdadeiro Rei de Portugal foi aquele D. Sebastião que caiu em Alcácer Quibir, e presumivelmente ali morreu, é no símbolo do regresso de El-Rei D. Sebastião que os portugueses da saudade imperial projectam a sua fé de que a famí1ia se não extinguisse.
Estes três tipos do português têm uma mentalidade comum, pois são todos portugueses mas o uso que fazem dessa mentalidade diferencia-os entre si. O português, no seu fundo psíquico, define-se, com razoável aproximação, por três característicos: (1) o predomínio da imaginação sobre a inteligência; (2) o predomínio da emoção sobre a paixão; (3) a adaptabilidade instintiva. Pelo primeiro característico distingue-se, por contraste, do ego antigo, com quem se parece muito na rapidez da adaptação e na consequente inconstância e mobilidade. Pelo segundo característico distingue-se, por contraste, do espanhol médio, com quem se parece na intensidade e tipo do sentimento. Pelo terceiro distingue-se do alemão médio; parece-se com ele na adaptabilidade, mas a do alemão é racional e firme, a do português instintiva e instável.
Fernando Pessoa, “Sobre Portugal – Introdução ao Problema Nacional “

10008_10200614860801347_1295507092_n

Este Não-Futuro

26 Fev

‘Será que nos resta muito depois disto tudo, destes dias assim, deste não-futuro que a gente vive? (…) Bom, tudo seria mais fácil se eu tivesse um curso, um motorista a conduzir o meu carro, e usasse gravatas sempre. Às vezes uso, mas é diferente usar uma gravata no pescoço e usá-la na cabeça. Tudo aconteceu a partir do momento em que eu perdi a noção dos valores. Todos os valores se me gastaram, mesmo à minha frente. O dinheiro gasta-se, o corpo gasta-se. A memória. (…) Não me atrai ser banqueiro, ter dinheiro. Há pessoas diferentes. Atrai-me o outro lado da vida, o outro lado do mar, alguma coisa perfeita, um dia que tenha uma manhã com muito orvalho, restos de geada… De resto, não tenho grandes projectos. Acho que o planeta está perdido e que, provavelmente, a hipótese de António José Saraiva está certa: é melhor que isto se estrague mais um bocadinho, para ver se as pessoas têm mais tempo para olhar para os outros. ‘

AL Berto à Revista Ler (1989)

EM MEMÓRIA DA ESPECTACULAR FUGA DE PALMA INÁCIO

17 Fev

Maquete 1

PIDE OFERECE 50 MIL ESCUDOS POR INFORMAÇÃO DO SEU PARADEIRO

No Plenário do Porto

Nove acusados de pertencerem à organização L.U.A.R. (Liga de União e de Acção Revolucionária), presos em Agosto do ano findo, quando entravam clandestinamente pela fronteira do Nordeste transmontano, acabaram de ser julgados no Plenário do Porto.

(…)

Faltou o réu principal, Hermínio da Palma Inácio, de 47 anos, industrial de reparação de aviões, residente em Paris, que, como se sabe já, se evadiu das prisões da Polícia Internacional e de Defesa do Estado.

Diário de Lisboa, 8/5/1969

Dando voz ao desejo, tantas vezes expresso dos amigos e admiradores de Hermínio da Palma Inácio, um grupo de antigos companheiros resolveu avançar com o projecto de edificação dum monumento comemorativo da sua fuga, no Largo Soares dos Reis, no Porto.

O projecto, cuja fotomontagem se vê em cima, já foi aprovado pela Câmara Municipal do Porto e é da autoria do escultor Joaquim Álvares de Sousa.

Nos tempos que correm, homenagear e relembrar a coragem de PALMA INÁCIO é um pequeno nada nas nossas vidas, que pode ser uma muito grande ajuda para o nosso ânimo colectivo.

Para poder levar a bom termo este propósito, teremos de juntar, até finais de Março, uma quantia próxima dos quinze mil euros e necessitamos da contribuição de todos.

Graças à solidariedade sempre manifestada por todos quantos se sentiram orgulhosos do seu exemplo e agradecidos pelo seu combate pela nossa libertação, confiamos no sucesso desta iniciativa.

Para mais informações use o e-mail: memorial.palma.inacio@gmail.com

ou em http://www.facebook.com/memorial.palmainacio

A inauguração do referido memorial está prevista para 8 de Maio de 2013.

Imagem do dia

14 Jan

20130114-131218.jpg
Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não ! ‘

Fernando Pessoa, Liberdade

Afonso Costa

9 Jan

20130109-133149.jpgfoto das comemorações 1. Dezembro de 1913, créditos ao Almanaque Republicano

Quando o Sr. Ministro da Fazenda mandou para a mesa o seu projecto de contabilidade pública, e depois o quis fortalecer com a afirmação de que, sem a votação dele, não poderia pôr-se cobro nem aos esbanjamentos, nem aos desperdícios, nem à ruína de que enfermava a administração anterior, o que supus e todos supusemos, antes da leitura da proposta e principalmente do projecto da comissão, foi que se encontrava nele a defesa completa e sistemática contra todo e qualquer pedido que pudesse representar qualquer espécie de tentativa sequer de defraudar o País. Mas, depois que vi e examinei essa proposta, reconheci com pasmo que ela de nada serviria a bem da Nação, nem contra os tais famosos costumes de administração.’
Recordando o centenário da tomada de posse do primeiro governo republicano de Afonso Costa.

Financiamento Internacional

oportunidades e recursos

Praça do Bocage

Conversa sobre o que nos dá na real gana…

almôndega

narrativas, cebolas e molho vermelho

Recordar, Repetir e Elaborar

O de sempre, só que de novo.

Pra Fora

Depositário do que eu vejo por aí

O Informador

Jornalismo, média, actualidade nacional e internacional

Palavras ao Poste

A OPINIÃO (QUASE) CERTEIRA

%d bloggers like this: