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Afonso Costa

9 Jan

20130109-133149.jpgfoto das comemorações 1. Dezembro de 1913, créditos ao Almanaque Republicano

Quando o Sr. Ministro da Fazenda mandou para a mesa o seu projecto de contabilidade pública, e depois o quis fortalecer com a afirmação de que, sem a votação dele, não poderia pôr-se cobro nem aos esbanjamentos, nem aos desperdícios, nem à ruína de que enfermava a administração anterior, o que supus e todos supusemos, antes da leitura da proposta e principalmente do projecto da comissão, foi que se encontrava nele a defesa completa e sistemática contra todo e qualquer pedido que pudesse representar qualquer espécie de tentativa sequer de defraudar o País. Mas, depois que vi e examinei essa proposta, reconheci com pasmo que ela de nada serviria a bem da Nação, nem contra os tais famosos costumes de administração.’
Recordando o centenário da tomada de posse do primeiro governo republicano de Afonso Costa.

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RECORDAÇÕES…

15 Fev

Nem sempre o que parece…é! Poderia ser um comentário actual ou um desabafo num qualquer jornal local. Mas não é!
O texto  é retirado do livro de Henrique Galvão, Carta Aberta a Salazar que o ALMANAQUE REPUBLICANO destaca.
E bem…

COMEMORAÇÕES

1 Fev

As comemorações do Centenário da República tiveram inicío com a homenagem aos que protagonizaram a Revolta Republicana de 31 de Janeiro.
O descontentamento com as políticas do Rei D. Carlos, a que se somou o ultimatum inglês e o Mapa Cor-de-Rosa, que pretendia ligar, por terra, Angola a Moçambique, provocou um levantamento militar de sargentos e praças, levando-os a iniciarem, na madrugada do 31 de Janeiro de 1891, a ” Revolta do Porto”.
A implantação da República estava nos horizontes dos republicanos,organizados no Partido Republicano, que no dia 1 de Janeiro de 1891 tinham realizado o seu congresso e traçado um plano a longo prazo que não incluia a revolta que veio ocorrer uns dias após.
A Revolta fracassou pela intervenção das forças fieis ao governo, mas durante algumas horas sentiu-se a República e os populares treinaram o grito da ” Viva a República”, que se viria a concretizar em 5 de Outubro de 1910.

“… Eu, meu senhor, não sei o que é a Republica, mas não póde deixar de ser uma cousa santa. Nunca na egreja sentí um calafrio assim. Perdí a cabeça então, como os outros todos. Todos a perdemos. Atirámos então as barretinas ao ar. Gritámos então todos:—Viva! viva, viva a Republica!…”
Do «Manifesto dos Emigrados da Revolução do Porto de 31 de Janeiro de 1891.»

Uma das causas apontadas para o fracasso da Revolta de 31 de Janeiro ( conhecida também como a Revolta dos Sargentos ) assenta na traição do sargento Castro, que “- «Tendo assistido á reunião da rua do Laranjal—contou ele em conselho de guerra, depondo como testemunha acusatória dos implicados na revolta—vi, com espanto, que se tratava d’uma representação dos sargentos ao governo, elaborada em termos taes, que era mais uma ameaça do que um pedido. Á reunião presidiu o alferes Simões Trindade. Pretendi tomar a palavra, para combater a forma como fora escripto esse documento, mas a maioria dos assistentes abafou as minhas palavras e eu retirei-me do local. No dia seguinte ao da reunião, procurei o capitão Sarsfield e narrei-lhe o succedido, para evitar que mais tarde me calumniassem…»
Parece que, em todos os tempos, há quem não desdenhe delatar por questões de servilismo, inconsciência, falta de camaradagem, espírito de traição arreigado no espírito ou o que se queira arengar sobre o comportamento deste Castro… que até era Sargento de Infantaria! Entre as boas maçãs pode sempre aparecer uma podre, que podemos deitar ao lixo, porque os porcos não são obrigados a comer porcaria.”

Assim conta e avalia o comportamento do sargento Castro o blog ASAS NOS CÉUS, pelo que mais comentários não tenho!

Mas, neste dia 31 de Janeiro, comemoram-se também dois anos que, em Coimbra, foi apresentada a minha candidatura à distrital do PS Coimbra num jantar que mobilizou o partido e me deu ânimo para um percurso que, apesar do revés, tem destino à vista.
Fica a recordação desse dia e o meu agradecimento aos que acreditaram.
A nossa história será contada com as vitórias mas não esqueceremos a derrota.
À história da Revolta de 31 de Janeiro vamos buscar a nossa força, as nossas convicções republicanas e a noção de que o caminho tem os seus obstáculos e traições. Como a do sargento…

RECORDA-SE DO 31 DE JANEIRO ?

15 Jan

Cidadãs / Cidadãos 

As Comemorações do Centenário da República vão iniciar-se no dia 31 de Janeiro, último domingo do mês.

O Movimento Cívico de Coimbra para as Comemorações do Centenário da República, a Fundação Inatel – Agência de Coimbra, a Alternativa – Associação Cultural e a Associação 25 de Abril (Delegação do Centro), tem o prazer de lhe anunciar o Programa previsto para esse Dia Festivo.  
 

Solicitamos a todos que, nesse dia, em todos os momentos do Programa, sejam portadores de roupas em que sobressaiam as cores da República, bem como de bandeiras nacionais, condecorações, emblemas, que demonstrem um espírito festivo e descontraído.  

Vamos concentrar o Programa na Praça da República: 

1. Convidamo-la (o) para o almoço de confraternização republicano no Restaurante Piazza, no espaço do antigo Café Moçambique, com entrada pela Rua Oliveira Matos. O restaurante tem duas salas com capacidade para até 100 pessoas, o que nos parece bem. O menu completo – entradas, bebidas, prato de carne, doce, fruta e café, está negociado para 15 euros. Agradecemos a sua inscrição, desde já e até ao limite de 27 de Janeiro, quarta-feira, pelas 12h00, para José Dias, por correio electrónico jdias@inatel.pt ou telemóvel – 919726959. Procuraremos decorar o Restaurante com a Bandeira e um Busto da República. Divulgue e envie-nos as inscrições. 

2. Pelas 15h30, na Praça da República, em local a precisar, conforme as condições climatéricas o indiquem, acompanharemos a actuação dos Dixie Gringos, podendo conviver, dançar e agitar as nossas bandeiras, numa confraternização bem popular. A divulgação que possa fazer, a mobilização e a participação de muitos, será importante para o êxito desta parte. 

3. Pelas 17h30, na Sala do Teatro Académico Gil Vicente, vamos acompanhar o Concerto de Abertura, da responsabilidade do Grupo de Instrumentos de Sopro de Coimbra, concerto gratuito, devido ao Apoio da Fundação Cultural da Universidade de Coimbra TAGV, devendo os bilhetes ser levantados uns dias antes na bilheteira. O Concerto decorrerá até ás 19h00 e será precedido de um breve momento político, em que a Comissão Cívica divulgará um texto alusivo à data do 31 de Janeiro e à República. Esta é uma síntese do Programa que, esperamos, seja do seu agrado. Mais perto vamos enviar-lhe o Programa mais detalhado. Saudações republicanas 

Coimbra 13 de Janeiro de 2010 

Pel’os organizadores 

A Comissão Cívica de Coimbra para as Comemorações do Centenário da República

1.º DE DEZEMBRO

1 Dez

Quantos Miguel Vasconcelos ainda existem?
Quantos se escondem nos armários da hipocrisia e da traição?
Pequenos na sua dimensão humana e grandes na ambição,um dia mexer-se-ão e serão atirados pela janela…

Financiamento Internacional

oportunidades e recursos

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Conversa sobre o que nos dá na real gana…

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narrativas, cebolas e molho vermelho

Recordar, Repetir e Elaborar

O de sempre, só que de novo.

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