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PS propôs pagamento subsidio ferias

17 Jun

O PS propôs hoje o pagamento até 15 de julho de todos os subsídios de férias aos trabalhadores do setor público e pensionistas, e a prorrogação por seis meses do pagamento do subsídio social de desemprego.
Estas propostas de alteração ao Orçamento Retificativo para 2013 – já aprovado na generalidade pela maioria PSD/CDS, com os votos contra da oposição – foram apresentadas em conferência de imprensa pelo líder parlamentar do PS, Carlos Zorrinho, adiantando que os socialistas manterão o seu voto contra a proposta do Governo em votação final global.
“Não havendo qualquer restrição orçamental nem qualquer restrição legal e havendo tudo a ganhar para a economia e para as famílias, o subsídio de férias deve ser pago todo até 15 de julho. Não há nenhuma razão para que isso não seja feito”, advertiu Carlos Zorrinho.
Ladeado pelos deputados socialistas Pedro Marques e João Galamba, o presidente do Grupo Parlamentar do PS anunciou também que insistirá na reposição do IVA da restauração nos 13 por cento, numa alteração à lei dos compromissos, “que está a ser um travão ao desenvolvimento económico”, e na prorrogação do subsídio social de desemprego por seis meses.
Pedro Marques, ex-secretário de Estado dos dois últimos governos socialistas, estimou que a eventual prorrogação por seis meses do subsídio social de desemprego terá apenas um impacto orçamental anual na ordem dos 50 milhões de euros.
Na conferência de imprensa, o presidente do Grupo Parlamentar do PS manifestou-se contra a filosofia global do Orçamento Retificativo para 2013.
“O Orçamento Retificativo está já completamente desajustado face às necessidades do país e o PS só pode votar contra, porque nada retifica e apenas ratifica um caminho errado para Portugal. Vamos precisar ainda de outros orçamentos deste teor e a economia portuguesa continuará a afundar-se”, declarou o líder parlamentar socialista.
Carlos Zorrinho defendeu em seguida que o PS apresenta agora “quatro medidas que são compatíveis” com o Orçamento Retificativo e que “simbolizam as prioridades de um outro orçamento”.
Segundo Carlos Zorrinho, com o aumento do IVA da restauração “foram destruídos 75 mil postos de trabalho” e, “em nome de nada”, com a lei dos compromissos, Portugal “tempos o Estado bloqueado”.
“As nossas propostas traduzem também a prioridade à sensibilidade social [prorrogação por seis meses do subsídio social de desemprego], já que há muitos milhares de portugueses sem qualquer apoio, e a prioridade ao bom senso com o pagamento dos subsídios de férias. Por que não pagar os subsídios de férias se há dinheiro e se isso significa melhores condições para as famílias, dinamização da economia e capacidade de fazer mexer a nossa sociedade. Em nome de quê isso não se faz?”, questionou Carlos Zorrinho.
O líder da bancada do PS sustentou depois que, se as quatro propostas socialistas forem aprovadas, “não destruirão o Orçamento Retificativo”.
“Por isso, não há nenhuma razão para que a maioria [PSD/CDS] não vote estas propostas. São propostas de convergência pelo emprego, pelo crescimento e pela sem sensibilidade social”, acrescentou.
Em relação à prorrogação do subsídio social de desemprego por seis meses, Pedro Marques referiu que, no âmbito da discussão do Orçamento do Estado para 2013, o PS propôs medidas compensatórias do lado da receita, como a tributação das SPGS, que poderia atingir cerca de cem milhões de euros por ano.
Já no que respeita à substituição da lei de compromissos, Pedro Marques defendeu um “modelo alternativo” ao nível do controlo orçamental.
“Neste momento os pagamentos em atraso do Estado já estão novamente a aumentar e não foi esta lei de compromissos (feita só para a ‘troika’ ver) que impediu. O PS defende uma alternativa em que se verifica de seis em seis meses se houve ou não aumento de pagamentos em atraso pelo Estado. Na circunstância de haver aumento dos pagamentos em atraso, procede-se então a uma correção na dotação orçamental dessa entidade que incumpriu a regra básica. Assim faz-se a correção pelo lado certo, pelo lado orçamental”, advogou Pedro Marques.
PMF // SMA

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A Sorte está lançada

6 Set

E eis que estamos de novo em Setembro. Setembro é o mês irmão de Janeiro nas expectativas que cada um coloca para o seu futuro. Em ambos os casos , há uma data em que cada um projeta o novo período, em que alinha projetos, alimenta entusiasmos e relativiza os medos e ameaças. O período que se inicia em Janeiro, sabemos todos que ocorre a 31 de Dezembro, naquelas festas em que se atira o ano velho fora e se sonha o novo ano.
O futuro que agora se inicia não terá um marco temporal definido coletivamente mas tê-lo-á seguramente individualmente. Encontra-se no momento em que se arrumam as recordações de férias ou no dia em que se prepara o regresso à atividade profissional. Mas também podemos encontrar alguns momentos em que o nosso sub consciente nos alerta para a realidade.
Esses são os momentos em que muitos começam a discutir os pontos ganhos ou perdidos pelo clube do coração ou quando se toma conhecimento do encerramento da época das transferências e se sente que afinal se ficou sem defesa esquerdo ou sem o ponta de lança que se desejava. Sente-se aí que se vai ter de enfrentar mais um ano ( lá está… um novo ano) com a mesma equipa e sem reforços. E olha-se desconfiado para o treinador que insiste no médio de organização que apenas sabe destruir jogo. Lamentam-se alguns resultados da pré-epoca, daqueles jogos amigáveis onde não se viu uma ideia nova ou um fio de jogo, mas renova-se a esperança na equipa.
Mas são também os momentos em que as grelhas dos canais televisivos abandonam a silly season e regressam ao investimento nas audiências, com novos programas e com novas telenovelas. Umas, são reposições modernizadas, onde apenas mudam os (as) protagonistas, mantendo-se o enredo que todos já conhecem o fim, mas que ainda prende a atenção. Outras ,são adaptações de boas obras mas com produções desajustadas.
Como se vê, Setembro é afinal um mês de esperança! Mesmo quando se sente que nada muda.
Mas Setembro é também o mês das rentrées partidárias. E numa avaliação rápida percebi que o partido do Governo não conseguiu dispensar alguns dos seus protagonistas, talvez esperando por Dezembro, quando abre nova época de esperança, para fazer essas alterações. O Partido Socialista, estagiou em Évora e apresenta-se reforçado taticamente, esperando os seus responsáveis chegar a Dezembro já na liderança do campeonato. O CDS , adotou a técnica do submarino enquanto o Bloco de Esquerda está tentado em concordar, depois da experiência de Louçã, que duas cabeças pensam melhor que uma. Apenas o PCP ainda não fez a sua rentrée, que se prevê para a festa do Avante, no próximo fim de semana. Nada que preocupe os comunistas porque sabem que chegar tarde ao futuro faz parte da sua marca genética.
Tudo visto, acabo como comecei. Setembro é irmão de Janeiro. O que não se resolver agora, resolveremos em Janeiro. Pelo menos a esperança! E enquanto ela existir não deixaremos de acreditar no futuro.

Uma liderança segura

16 Fev

É pacífico que vivemos um tempo de imensas dificuldades: económicas, sociais e políticas . Também não suscita grande controvérsia que essas dificuldades resultam de uma crescente supremacia dos interesses sobre os princípios, do consumo intensivo sobre o consumidor seletivo e do encantamento demagógico sobre a verdadeira realidade.

Tudo somado, não restam dúvidas que só há um caminho se não quisermos viver as mesmas soluções que nos anos 30/40 dominaram a Europa. E, por isso, torna-se urgente regressar à política dos valores, dos princípios, do compromisso e da verdade.

Não é um caminho fácil, nem rápido, perante as desconfianças instaladas e as práticas habituais. Mas os líderes afirmam-se nesses momentos. Quando conhecem o caminho certo e não se desviam dele, porque não temem as adversidades e têm convicções.

Foi assim com todos os líderes que hoje são referência nacional e mundial. Não os vou mencionar aqui mas apelar à memória de como foi difícil, e quantas vezes incompreendido, o percurso que esses líderes trilharam. Bem sei, que também houve os que tiveram visão mas não tiveram tempo, nem condições para atingir aquele registo histórico. A impaciência, a premência do sucesso e a incompreensão são punhais envenenados dirigidos às convicções coletivas.

António José Seguro, tem sabido percecionar as mudanças necessárias para que a política se afirme com credibilidade aos olhos do cidadão. Assumiu, quando líder parlamentar, a necessidade de reforçar o debate político no Parlamento, com os debates quinzenais com o Primeiro Ministro, e enfrentou a liderança do principal partido da oposição sem concessões ao que é essencial à sua visão do País, dos Portugueses e do Mundo. Não receou conceder liberdade de voto aos deputados da sua bancada, está a reformar os estatutos alterando regras de funcionamento do partido que lidera, com implicações imediatas no combate ao caciquismo, ao manobrismo e ao clientelismo e não aceitou cair na fácil critica, na medida demagógica e no popularismo primário que tão bons resultados dão em momentos de dificuldades.

E esse é um bom sinal para os que não entendem novos métodos e novas formas de estar na vida partidária. E a melhor indicação que se pode dar a quem ainda não desistiu dos partidos como a essência do regime democrático.

publicado no Diário As Beiras

Citação

Novo Mapa Administrativo por Fonseca Ferreira

21 Nov

A proposta do Governo, sobre a reforma da administração local, apresentada no denominado “Documento Verde”, avança objectivos e princípios louváveis, mas falha no alcance, nos pressupostos políticos e nos critérios metodológicos. Apresentamos uma alternativa para a realização de uma Reforma estrutural, consistente e estável, da administração central, territorial e local.
Nas suas linhas fundamentais, o mapa administrativo do País foi desenhado por Mouzinho da Silveira e Passos Manuel em 1835/40. Entretanto o País e o seu território mudaram profundamente. Passámos de um país extensivamente rural, com a população distribuída por todo o território, sem acessibilidades, para um país predominantemente urbano e de serviços, com a população concentrada no litoral, e com boas acessibilidades na generalidade do território. O País mudou, mas a administração territorial ficou parada no tempo. Torna-se necessário actualizar o “software do País” através de uma profunda reforma da administração. Mas interessa saber como. A proposta do Governo tem inegáveis méritos. Mas também encerra muitos perigos e problemas. Vejamos, em primeiro lugar, os méritos.
São definidos objectivos claros e consensuais para a reforma: maior proximidade entre decisões e população, melhoria dos serviços públicos, aumento da eficiência de gestão, economias de escala e reforço da coesão e da competitividade do território. E propõe-se uma matriz compreensível de eixos da reforma.
Contudo, são muitos os problemas e perigos que a proposta encerra, exigindo um debate sereno, a nível local e nacional, e a formulação de contrapropostas realistas e eficazes. Vejamos, então, os principais problemas.
Em primeiro lugar, esta reforma não tem subjacente uma visão contemporânea do território. Baseia-se em critérios administrativos e estatísticos que não correspondem à realidade territorial, entendida esta nas suas dimensões de espaço geográfico, mas, também, económico, social, cultural e identitário.
Em segundo lugar, esta reforma aparece desligada da reforma do Estado a nível central e regional. E, no que se refere a redimensionamento, só abrange as freguesias, deixando de fora os municípios. O que é incoerente.
Em terceiro lugar, esta reforma prefigura uma agenda política para acabar com a regionalização, pondo a tónica no reforço das áreas metropolitanas e das comunidades intermunicipais (CIM). Ora, só a regionalização permitirá uma efectiva descentralização e a racionalização da administração do País. Além disso, com esta proposta corre-se o risco de enfraquecimento e perda de competências dos municípios a favor das CIM e das freguesias redimensionadas. Quando os municípios e o municipalismo são o que temos de mais consistente na nossa administração.
Noutro plano devemos questionar a proposta dos executivos homogéneos. Talvez se justificassem há 15/20 anos atrás, mas hoje seriam contraproducentes. O escrutínio da actuação dos executivos é feito pelos vereadores da oposição, com regularidade e eficácia, sem entravar a gestão municipal. Por outro lado, o reforço dos poderes de fiscalização das assembleias municipais pressupõe – para além da qualificação dos seus membros – que elas funcionem com regularidade, dotadas de uma Comissão Permanente, com meios técnico-administrativos qualificados. Tudo isto exige recursos financeiros que, por ora, não existem.
Na proposta do Governo existe um outro problema sério: as tipologias e critérios de caracterização e agregação das freguesias não resistem a uma primeira aplicação. Dão resultados absurdos, designadamente para as freguesias das fronteiras municipais. Uma inconsistência adicional da proposta do Governo é avançar com a reestruturação sem debater as competências. Promete-se o reforço de competências, mas não se coloca essa decisiva questão, desde já, em debate. Ou seja: mexe-se na forma, sem ter em conta o conteúdo. Ou, como diz o ditado popular, põe-se o carro à frente dos bois. Finalmente, os calendários consignados não permitem o debate sereno e aprofundado que o assunto exige e o Governo promete.
Importa criar uma alternativa política, de amplo consenso, para concretizar uma reforma da administração local compaginada com a reforma do Estado, a nível central e regional. Reforma que exige tempo e recursos, e que deve ser, necessariamente, escalonada. Na criação dessa alternativa tem especiais responsabilidades o Partido Socialista, como maior partido da oposição e com experiência nestas matérias. Propomos, então, em quatro pontos, as bases em que pode assentar essa alternativa:
1. Estabelecer um acordo de regime, entre os partidos que a tal se disponham, para a realização de uma reforma estrutural da administração do Estado integrando os níveis central, regional e local
2. Essa Reforma seria faseada, ao longo de um período de 5 a 7 anos, cuidando adequadamente das transições entre as actuais e as novas instituições
3. Entretanto seriam realizadas – até Dezembro de 2012 – as mudanças que se apresentam viáveis na proposta governamental: novo regime do sector empresarial local; redução do número de vereadores e dirigentes municipais
4. Simultaneamente, seriam desencadeados os estudos de caracterização e organização territorial para definir um quadro sustentável para a descentralização de competências e critérios eficazes para a concretização da reforma.
A proposta do Governo é ambiciosa e consensual nos seus princípios, mas frouxa e apressada no âmbito e calendário. Falha nas condições políticas e nos critérios de realização. Vai provocar conflitualidade política e social. Propomos, em alternativa, o caminho da concertação com vista à realização de uma reforma estrutural consistente.

No Diário de Notícias , de 21.11.11

Financiamento e Internacionalização da Economia Portuguesa

7 Out

O GP do PS considera vital o ajustamento ou reajustamento das orientações maiores que devem estruturar as politicas públicas da internacionalização da economia e das empresas, como ponto de partida para a retoma do crescimento económico.

Sem retoma do crescimento todos os esforços de consolidação orçamental não terão passado de sacrifícios inúteis e o país não só não conseguirá ultrapassar os bloqueios ao financiamento externo da sua economia, como corre o sério risco de se vir a encontrar numa situação politica, económica e social semelhante à da Grécia.

Assim, assegurar adequadas condições de financiamento às empresas e apoiar decididamente o sector privado no combate à recessão anunciada para os próximos vinte sete meses, terão de constituir os dois alicerces da politica económica portuguesa.

O PS tem a clara consciência de que a retoma do crescimento económico exige e pressupõe a garantia da sustentabilidade financeira do Estado, o que passa pelo cumprimento do Memorandum da Troika e do objectivo do défice de 5,9% para este ano.

Porém, garantir a sustentabilidade financeira do Estado através de uma forte e firme disciplina orçamental tem necessariamente de conviver com a retoma de uma economia virada para a inovação, produção e emprego, e para a salvaguarda de politicas sociais que assegurem sempre a dignidade dos nossos concidadãos na reforma, na doença e no desemprego.

Se o governo continuar a preocupar-se apenas em garantir a consolidação orçamental sem uma estratégia de retoma do crescimento não só não conseguirá atingir o objectivo da consolidação como o país caminhará para uma gravíssima depressão económica que se pode transformar em estrutural, com imprevisíveis efeitos na ordem política e social.

É neste contexto que o GP do PS se ocupa do financiamento e internacionalização da economia e das empresas portuguesas.

O PS não ignora que esta matéria constitui, na actual conjuntura, um desafio particularmente exigente e difícil na medida em que: (i) as empresas portuguesas caracterizam-se por baixos níveis de capitais próprios e forte dependência do capital alheio; (ii)  o sistema financeiro não tem acesso, ou têm-no fortemente condicionado às fontes tradicionais de financiamento (iii) e as medidas de reforço da solidez do sistema financeiro podem originar estratégias de redução rápida do crédito concedido.

Ora, um credit crunch, isto é, uma situação de redução abrupta e radical dos meios financeiros ao dispor das empresas, tornaria totalmente inviáveis quaisquer expectativas de recuperação económica.

Em face do exposto, o GP do PS considera essencial e propõe o seguinte:

– Assegurar que o processo de desalavancagem do sistema financeiro e de reforço da sua solidez se faça com protecção do crédito disponível às empresas, o que exige uma forte orientação política e um sentido de coordenação de vários agentes;

– Garantir junto BEI e como medida a incluir na próxima revisão do Memorandum a disponibilização à economia portuguesa de uma linha de crédito do montante de cinco mil milhões de Euros como forma de assegurar um canal adicional e específico de financiamento às nossas empresas;

– Introduzir no âmbito do OE para 2012 as medidas necessárias ao desenvolvimento do mercado de capitais para PMEs ( Alternext ) como forma de diversificar as fontes de financiamento. Destas medidas destacam-se a criação do Fundo de Liquidez do Mercado, a promoção da criação de Fundos de Investimento em títulos de PMEs e a promoção do investimento nestes Fundos;

– Assegurar no âmbito do OE para 2012 o apoio a todas as medidas tendentes ao reforço dos capitais próprios das empresas, nomeadamente, as de estímulo à participação accionista e de incorporação e reavaliação do imobilizado;

– Assegurar no âmbito do OE para2012 adiferenciação entre lucros distribuídos e lucros reinvestidos em sede de tributação de IRC como medida de estímulo à confiança, ao investimento e ao emprego. O GP do PS compromete-se a assegurar a neutralidade orçamental desta medida;

– Assegurar que a fusão de todas as capitais de risco do Estado numa única tenha por objectivo a capitalização das empresas nos seus processos de internacionalização.

Quanto à internacionalização da economia, invocando seis vectores que integram as questões chave nesta matéria, o GP do PS propõe as seguintes medidas:

1. Firmar um Pacto Laboral para a competitividade, crescimento e emprego.

O PS está consciente que a eficácia das reformas no plano laboral é largamente tributária da sua aceitação pelos diferentes interlocutores sociais, o que exige uma forte mobilização de empresários e trabalhadores no esforço colectivo de retoma do crescimento, base para a recuperação da plenitude da nossa soberania económica e financeira.

Não se trata aqui de uma afirmação retórica esvaziada de significado, pois o Pacto Laboral ao mesmo tempo que transmite à sociedade uma clara mensagem de confiança na capacidade de enfrentar com sucesso os difíceis desafios da retoma económica, traz também consigo a marca da solidariedade social e da responsabilidade partilhada. E estes, são ingredientes indispensáveis à manutenção da paz social e ao reforço da credibilidade junto de investidores nacionais e internacionais.

2. Garantir a eficácia dos instrumentos financeiros e dos apoios públicos à internacionalização das empresas.

Para além das medidas já atrás enunciadas acrescentamos agora as seguintes:

– Adoptar critérios selectivos em favor da inovação e da internacionalização na aplicação das verbas do QREN, simplificando os processos de candidatura e dando transparência e coerência às respectivas decisões;

– Centralizar numa única entidade todos os instrumentos de apoio à internacionalização por forma a que as empresas saibam sempre a quem se devem dirigir e pedir responsabilidades;

– Construir um sistema de capacitação para quadros e gestores de PMEs que passe por um correcto e amplo conhecimento dos mercados onde já estão ou para onde se querem expandir;

– Apoiar os pólos de competitividade dos sectores industriais e aprofundar a ligação entre as empresas e as universidades portuguesas e estrangeiras por forma a aumentar a inovação e o valor acrescentado da oferta portuguesa;

– Apoiar as grandes empresas internacionais que se disponham a funcionar  como elementos facilitadores da internacionalização das PMEs e da sua entrada em novos mercados.

 3. Melhorar a competitividade fiscal.

A primeira medida a tomar neste domínio consistirá em desburocratizar o sistema fiscal português, objectivo sempre considerado prioritário pelos investidores estrangeiros nos diversos inquéritos que lhes são dirigidos.

O PS tem a consciência que na actual situação de quebra das receitas os casos de desagravamento fiscal têm de ser cautelosamente escolhidos em obediência a critérios de rigorosa selectividade.

Ainda assim, para além dos casos já apontados em que a fiscalidade funciona como incentivo ao reforço dos capitais próprios das empresas e ao reinvestimento dos lucros, o GP do PS considera relevante a discriminação positiva, no quadro tributário, das despesas incorridas pelas empresas nos seus processos de internacionalização através da consagração de um regime de dedução à colecta, à semelhança do que já acontece em matéria de inovação.

Neste contexto, o GP do PS considera ainda que a intensidade do valor acrescentado nacional nas exportações é merecedora de tratamento fiscal diferenciado como forma de incentivar as empresas exportadoras nacionais e sobretudo estrangeiras a recorrerem à produção nacional.

 4. Definir o conteúdo e a estratégia da diplomacia económica.

 Esta é uma matéria de primordial importância que será tratada nesta conferência pelo Dr. Luís Amado que também nos honra com a sua participação.

No entanto, o GP do PS sublinha a necessidade de, com urgência, o governo definir o conteúdo e a estratégia da diplomacia económica, tarefa que necessariamente deverá ser prévia à identificação dos instrumentos para a sua execução e dos responsáveis políticos a quem caberá a respectiva tutela.

Neste quadro, o GP do PS entende que o conteúdo e a estratégia da diplomacia económica se devem centrar numa crescente aproximação dos diplomatas ao tecido empresarial português e aos investidores estrangeiros potenciais ou já instalados em Portugal.

Os instrumentos e organismos ao serviço deste conteúdo e desta estratégia devem ser reforçados de modo a garantirem um apoio eficaz ao processo de internacionalização das empresas portuguesas, à retenção e atracção de investimento estrangeiro e à  projecção da imagem de Portugal no mundo.

5. Promover a redução da burocracia e o combate aos custos de contexto.

O GP do PS propõe a adopção de um sistema simplificado de procedimentos para projectos de investimento que aumentem as exportações, criem empregos e potenciem o desenvolvimento regional. Neste sistema, a confiança no investidor será a regra inspiradora de todas as decisões e coexistirá com eficazes medidas inspectivas e punitivas aplicáveis nos casos de violação das normas e dos regulamentos em vigor.

O GP do PS considera que o funcionamento do actual sistema judicial é o principal custo de contexto com que se defronta a internacionalização da economia sobretudo em matéria de retenção e atracção  de IDE.

A reforma do sistema judicial de forma a garantir aos investidores uma justiça célere e previsível  é matéria de regime que não pode ser mais adiada.

6. Reforçar o papel da Logística na competitividade das exportações nacionais.

O GP do PS entende que o papel da logística, em particular do transporte, na competitividade das exportações nacionais não pode ser negligenciado.

A distância face aos mercados consumidores do centro da Europa e a frequência das ligações marítimas a muitos dos mercados de diversificação das nossas exportações, criam um lastro que afecta a estrutura de custos das empresas exportadoras.

O GP do PS aguarda pois com expectativa a apresentação pelo governo do Plano Nacional de Transportes e espera que este, na continuidade do Portugal Logístico em vigor desde 2008, dê resposta a muitos dos problemas que afectam este sector na perspectiva da competitividade do nosso comércio externo.

Por outro lado, o GP do PS entende que os gestores de infra-estruturas, em particular dos portos e da ferrovia devem atender à necessidade de garantir competitividade num quadro global. Daí que um benchmarking permanente de custos de operação nas infra-estruturas portuguesas seja um instrumento essencial para garantir que a operação logística não compromete a competitividade das nossas exportações.

CONCLUINDO,

 Esta conferência parlamentar demonstra a absoluta prioridade concedida pelo PS e pelo seu GP às matérias relacionadas com o crescimento económico.

 A ela se seguirá a apresentação de adequadas propostas politicas e legislativas que visem a retoma do nosso crescimento económico em espírito de abertura e de cooperação com todas as forças politicas económicas e sociais que connosco queiram partilhar este decisivo objectivo nacional.

 O PS trava esta batalha com confiança nos empresários e trabalhadores portugueses.

 A recessão económica anunciada, com a dimensão crescente que lhe é atribuída, não é nem pode ser inevitável desde que as medidas aqui propostas sejam aplicadas em tempo útil e não se mantenha o actual imobilismo e aparente desconhecimento da realidade portuguesa que têm caracterizado, em sectores vitais, a postura do actual do Governo.

Basílio Horta

Sermão de Bagão aos (De)Lírios

7 Mar

Acho que Bagão Félix anda a falar demasiado com as plantas e alguma  lhe terá causado alucinações. Se não, como explica a intenção de sentar no mesmo governo o CDS/PP de Portas com a CDU de Jerónimo de Sousa ?

A (IR)RESPONSABILIDADE DE PASSOS COELHO

18 Fev

A entrevista de Passos Coelho à RTP 1  atesta bem a sua absoluta irresponsabilidade e impreparação para poder alguma vez assumir a governação do País.

Num momento em que o governo resiste a uma intervenção externa em Portugal, aplicando as medidas necessárias para fazer face à crise financeira que se sente na Europa, que vem dizer Passos Coelho ? Que não vota a moção de censura do Bloco de Esquerda mas quer que Socrates resolva a crise depressa porque ele não pode esperar. E que não vai «marcar uma data para dizer que apresento uma moção de censura ou que atiro o Governo abaixo ou que vou abrir uma crise política».

Como a crise só se resolve, se existir sentido de responsabilidade dos partidos da oposição em dar sinais ao exterior de estabilidade política, responsabilidade essa que lhes seria exigível depois de todos eles terem recusado qualquer pacto de governação com o PS, fácil é perceber que Passos Coelho precisa é de rapidamente resolver a sua crise de liderança no partido e não a crise económica que o País atravessa.

Nenhuma crise dos mercados financeiros se resolve se eles forem permanentemente alimentados com a instabilidade política . E o que temos assistido é a uma competição entre os partidos de oposição pelo prémio ” Deixa ver se a minha moção de censura é melhor que a tua”, que naturalmente faz as delícias dos especuladores.

É por isso que a entrevista de Passos Coelho é uma irresponsabilidade. Porque ocupa a última posição na intenção de apresentar uma moção de confiança, depois do PCP e CDS/PP já terem assumido a intenção de o fazerem; porque não se percebe qual a diferença de um partido com vocação de poder e partidos de oposição; Porque ninguém entenderá que o líder do maior partido da oposição passe o tempo a ameaçar derrubar o governo e quando tem a possibilidade de o  fazer não o faz; Porque nenhum português,que está a fazer sacrificios, pode aceitar que Passos Coelho insinue regularmente a queda do governo como condição para  se resolver o problema económico do País mas por mero tacticismo não apresenta a solução.

Passos Coelho na entrevista dada à RTP não estava a falar para o País. Estava a resolver os problemas internos do seu partido. A tentar manter uma expectativa de poder aos seus companheiros de partido que lhe permita ganhar tempo até ao momento em que Cavaco Silva possa convocar eleições. Para além dos problemas do País e dos portugueses.

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