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Campos e Cunha ao Económico TV

29 Out

“TC fez mais pela retoma do que últimas medidas do Governo”

Em entrevista ao Económico TV, Luís Campos e Cunha diz que os cortes não resultam de qualquer , estratégia do Executivo.

Margarida Peixoto

Para Luís Campos e Cunha, ex-ministro das Finanças do primeiro Governo de Sócrates, o Tribunal Constitucional já fez mais pela retoma da economia, do que as últimas medidas do Governo. O economista explica que quando o Tribunal traçou algumas “linhas vermelhas”, deu certezas às famílias e às empresas que lhes permitiram, apesar de tudo, tomar algumas decisões de consumo e investimento.

“Repare que há ligeiríssimos sinais de retoma e curiosamente coincidem com meses depois de o Tribunal Constitucional (TC) ter chumbado uma série de medidas do Governo”, notou o ex-ministro das Finanças, em entrevista ao Etv. “O TC estabeleceu linhas vermelhas que o Governo não podia ultrapassar. E isso dá confiança aos agentes económicos, seja enquanto pais de uma criança, seja enquanto investidores e criadores de emprego”, explicou. “Portanto, nesse aspecto, fez mais para a retoma do País do que provavelmente as últimas medidas do Governo”, concretizou.

Para o economista, a Constituição portuguesa não é das mais rígidas da Europa. A Alemanha, por exemplo, considera as pensões como “direitos de propriedade”, exemplificou Campos e Cunha, acrescentando que, seja como for, os cortes anunciados pelo Executivo “não têm nada a ver com a sustentabilidade do sistema”. O ex-ministro diz que o Governo está a cortar “sem estratégia” e nota que tal como estão a ser aplicados, estes cortes assemelham-se economicamente a mais impostos. “No fundo, são equivalentes matemática e economicamente, não contabilisticamente, a um imposto especial para os reformados e para os funcionários públicos”, garantiu.
Para dar a volta à crise, Campos e Cunha só vê uma saída no médio/longo prazo: “A reforma do sistema político”. O professor diz que “a política é forte com os fracos e fraca em relação aos fortes” e por isso é que é necessário reformar o sistema em dois pontos-chave: “A reforma do sistema eleitoral e o financiamento dos partidos”.

Por um lado, é através do financiamento que “os grandes interesses influenciam os partidos e a política”. Por outro, “as pessoas votam em pessoas eventualmenteapoiadas por’ partidos – mas votam em pessoas e não necessariamente sem saber quem é que lá está”, acrescentou. É por isso que “é importante ter pessoas credíveis e mais qualidade nos agentes políticos”.
Diário Económico 2013.10.29

Citação

Ainda a entrevista de Teixeira dos Santos

28 Jun

Pedro Silva Pereira ao Diário Económico :

A entrevista que Teixeira dos Santos deu esta semana à TVI é um documento histórico de enorme importância. Daqui para a frente, ninguém poderá fazer a história das razões que levaram Portugal ao pedido de ajuda externa sem referir este poderoso testemunho na primeira pessoa de quem participou na construção de uma alternativa ao pedido de resgate e presenciou a formalização das garantias de apoio do BCE e dos nossos parceiros europeus ao PEC IV, entendido como solução para estancar o “efeito dominó” provocado pela crise grega. A mensagem foi clara: Portugal foi forçado a pedir ajuda externa porque, em plena crise das dívidas soberanas, as oposições à direita e à esquerda se coligaram para rejeitar um PEC que tinha obtido o apoio formal da União Europeia e do BCE.

A especulação sobre o que teria acontecido se o PEC IV tivesse sido aprovado é uma discussão estéril, que só pode conduzir a Aconclusões especulativas. Mas o testemunho de Teixeira dos Santos não veio trazer nenhuma especulação. Trouxe, isso sim, um facto histórico inquestionável, sem o qual a história estará sempre falseada. E o facto é este: havia uma alternativa ao pedido de ajuda externa e essa alternativa, rejeitada no Parlamento (ante a passividade do Presidente da República), contava com o apoio europeu. É claro, nada disto será novidade para quem ainda se lembra das palavras secas que Ângela Merkel dirigiu na altura a Passos Coelho ou da reacção dura da chanceler, em pleno Parlamento alemão, quando teve a notícia da votação ocorrida na Assembleia da República. Mas o certo é que estas banais evidências históricas são hoje recebidas como se fossem “revelações” – foi assim com Sócrates, depois com Lobo Xavier e Pacheco Pereira, é assim agora com Teixeira dos Santos. A razão é simples: ao longo dos últimos anos, foi construída uma versão deturpada da história, assente na supressão grosseira dos factos inconvenientes, para justificar o assalto ao poder pelos partidos da direita e atacar o Partido Socialista. A novidade é que essa versão falsa da história já não está sozinha em campo e está a ser contraditada pelos factos.

O momento central da entrevista, recebido com estranha impaciência pela entrevistadora, foi aquele em que Teixeira dos Santos recordou, uma a uma, as datas das sucessivas descidas do “rating” da República e dos bancos nos dias que se seguiram ao “chumbo” do PEC IV. Foi essa queda abrupta dos “ratings” que provocou a subida exponencial dos juros e que, em menos de quinze dias, deteriorou a um extremo insustentável as condições de financiamento do País. E é esse, aliás, o contexto da célebre declaração do ex-Ministro das Finanças, tantas vezes desvirtuada, de que poderia chegar-se à situação de não haver dinheiro para “pagar salários e pensões”. Ao contrário do que maldosamente se quis fazer crer, essa declaração não se referia a um pretenso esvaziamento dos cofres públicos causado por um alegado “despesismo socialista” (com o Orçamento para 2011 o País estava até a gastar bastante menos do que no ano anterior!) referia-se, sim, às consequências previsíveis do “chumbo” do PEC IV no normal financiamento da dívida pública. E, de facto, foi essa rejeição parlamentar, no dia 23 de Março de 2011, que traçou o destino de Portugal: entre o “chumbo” do PEC IV e o pedido de ajuda, a 6 de Abril, não passaram sequer quinze dias.

A entrevista de Teixeira dos Santos terá desiludido uma certa direita política e mediática: nem alimentou “fofocas” sobre questões pessoais, nem manifestou divergências sobre a justificação ou sequer sobre o momento do pedido de ajuda – pelo contrário, subscreveu a narrativa que Sócrates expôs na sua entrevista à RTP e desvalorizou, como se impunha, a relevância de, “chumbado” o PEC, o pedido de ajuda ser formulado um dia antes ou um dia depois. Não se desviou do ponto essencial: com o apoio europeu ao PEC IV, o pedido de ajuda externa podia e devia ter sido evitado. Ao fim de dois anos de austeridade “além da troika” e de uma dramática espiral recessiva, com 18% de desemprego, 127% de dívida pública e 10% de défice no primeiro trimestre deste ano, vai sendo tempo de se perceber quem é que tinha razão.

 

Acordaram o político

24 Jun
“É por isso que a democracia está em baixa, porque não havia medo e hoje há muito medo. As pessoas têm de pensar duas vezes quando têm filhos. Mas é uma coisa que pode levar a atos de violência”, adverte. Mário Soares ressalva que é uma situação que não quer que suceda. No entanto, “pode acontecer, porque o desespero é tal que aqueles que têm fome podem zangar-se”.
Numa entrevista ao PÚBLICO, o ex-Presidente da República Mário Soares critica o presidente da Comissão Europeia e diz que o Governo não liga ao país, que a democracia está em perigo e que a sociedade portuguesa tem medo. Quanto à Europa, afirma que se esperam novos rumos.
A entrevista aqui

PIB per capita continua em queda

19 Jun
O PIB per capita em Portugal baixou pelo 2º ano consecutivo, atingindo, em 2012, 75% da média da União Europeia. Este é o valor mais baixo da série.
Face ao ano anterior, Portugal apresenta o 2ª maior decréscimo no PIB per capita (a seguir à Grécia e juntamente com o Chipre e Holanda).
O PiB per capita português é o 2º mais baixo da zona euro (a seguir à Estónia e juntamente com o da Grécia e Eslováquia) e o 8º de toda a União Europeia.
Na zona euro, o PIB per capita manteve-se, pelo 2ª ano consecutivo em 108% da UE27.
O PIB per capita português encontra-se, por exemplo, 42% abaixo do PIB per capita da Irlanda; 38% abaixo do PIB per capita da Alemanha; 31% abaixo do PIB per capita da França; 23% abaixo do PIB per capita de Espanha, ou 18% abaixo do PIB per capita do Chipre.

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Fonte: GPPS

Zangam-se as comadres

11 Jun
Já o sabiam todos os observadores atentos, agora, torna-se público e notório: FMI e Comissão Europeia entraram em ruptura na muito quente  questão da crise na Europa. O pretexto é a Grécia e os disparates aí cometidos. O FMI, cujo interesse é evitar uma recessão global, denuncia os disparates cometidos na Grécia (e, consequentemente, em Portugal e toda a Zona Euro), a Comissão Europeia (submetida ao interesse e objectivos de Berlim de usar a crise para dominar a Europa) não pode aceitar essa crítica.

O mistério de um país condenado

6 Jun

‘ (…) Grécia tem uma bolha de governo, a Espanha e a Irlanda tem bolhas imobiliárias, a Itália nem sequer tem uma bolha, apenas um crescimento anémico – e Portugal tem uma das catástrofes mais tranquilas da memória económica. (...)’

PrayForPortugal

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