Tag Archives: Política

Ensaio da orquestra

9 Mar

Confesso que depois da candidatura presidencial do madeirense Coelho, depois da vitória dos Homens da Luta no Festival da Canção Nacional, da invasão de um local onde decorria uma acção politica dirigida a militantes e prevendo-se uma manifestação para dia 12 em vários locais do país, fui rever o Ensaio da Orquestra de Frederico Fellini

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A (IR)RESPONSABILIDADE DE PASSOS COELHO

18 Fev

A entrevista de Passos Coelho à RTP 1  atesta bem a sua absoluta irresponsabilidade e impreparação para poder alguma vez assumir a governação do País.

Num momento em que o governo resiste a uma intervenção externa em Portugal, aplicando as medidas necessárias para fazer face à crise financeira que se sente na Europa, que vem dizer Passos Coelho ? Que não vota a moção de censura do Bloco de Esquerda mas quer que Socrates resolva a crise depressa porque ele não pode esperar. E que não vai «marcar uma data para dizer que apresento uma moção de censura ou que atiro o Governo abaixo ou que vou abrir uma crise política».

Como a crise só se resolve, se existir sentido de responsabilidade dos partidos da oposição em dar sinais ao exterior de estabilidade política, responsabilidade essa que lhes seria exigível depois de todos eles terem recusado qualquer pacto de governação com o PS, fácil é perceber que Passos Coelho precisa é de rapidamente resolver a sua crise de liderança no partido e não a crise económica que o País atravessa.

Nenhuma crise dos mercados financeiros se resolve se eles forem permanentemente alimentados com a instabilidade política . E o que temos assistido é a uma competição entre os partidos de oposição pelo prémio ” Deixa ver se a minha moção de censura é melhor que a tua”, que naturalmente faz as delícias dos especuladores.

É por isso que a entrevista de Passos Coelho é uma irresponsabilidade. Porque ocupa a última posição na intenção de apresentar uma moção de confiança, depois do PCP e CDS/PP já terem assumido a intenção de o fazerem; porque não se percebe qual a diferença de um partido com vocação de poder e partidos de oposição; Porque ninguém entenderá que o líder do maior partido da oposição passe o tempo a ameaçar derrubar o governo e quando tem a possibilidade de o  fazer não o faz; Porque nenhum português,que está a fazer sacrificios, pode aceitar que Passos Coelho insinue regularmente a queda do governo como condição para  se resolver o problema económico do País mas por mero tacticismo não apresenta a solução.

Passos Coelho na entrevista dada à RTP não estava a falar para o País. Estava a resolver os problemas internos do seu partido. A tentar manter uma expectativa de poder aos seus companheiros de partido que lhe permita ganhar tempo até ao momento em que Cavaco Silva possa convocar eleições. Para além dos problemas do País e dos portugueses.

VAMOS SER SÉRIOS NA ANÁLISE

27 Fev

“Existe uma forma subtil de o poder político premiar ou punir os órgãos de comunicação: através da publicidade institucional. Quando o órgão é manso, recebe o seu biscoito. Quando o órgão ladra e morde, a ração é controlada. Por isso é fundamental saber quanto se gasta e, sobretudo, onde se gasta o dinheiro público: a ‘liberdade de expressão’, hoje, não se faz com comissões prévias de censura. Faz-se com o livro de cheques na mão. A trela é a mesma.”JOÃO PEREIRA COUTINHO NO CORREIO MANHÃ

Existe uma forma subtil da comunicação social premiar ou punir poder político:através das fontes de informação.Digo eu !

Quando essa relação funciona numa cumplicidade silenciosa entre quem dá, procurando o benefício da propaganda e da sua projecção mediática, e quem recebe, afirmando-se nos exclusivos, no seu reconhecimento profissional e nas chamadas à primeira página dos seus escritos, tudo corre a contento. Há harmonia entre o jornalista, o “informador” e, por consequência, o meio de comunicação social que se afirma como referência informativa. E é essa referência, esse reconhecimento de “bem informado” que lhe permite uma penetração no mercado publicitário e o sucesso editorial. Mas quando esse elo se quebra tudo se complica. As primeiras páginas, o sucesso editorial e as receitas publicitárias vão escasseando. Surge o momento de se apontar o indicador e se acusar, assumindo o lesado a figura de “virgem”” séria, impoluta e insusceptível de qualquer desvio ético. Mas esse é também o desmontar da tenda em que a relação assentava os seus interesses. Porque a partir desse dia, do dia em que se torna público o que era susposto ser eternamente privado, rompe-se perpetuamente o elemento fundamental dessa relação: a confiança recíproca.
Ora, esta incapacidade de se fazer um debate sério sobre a relação entre os media e o poder político e económico, tem permitido o crescimento de uma competição desregulada do sucesso, para que este possa promover expansão ( ou sobrevivência) dos grupos de comunicação e nestes possam brilhar os profissionais que mais se destaquem no surpreender de uma notícia que os concorrenciais colegas não sonhavam ou a que não conseguiram chegar primeiro.
E é na crise económica generalizada que essa competição se acentua, pela falência das receitas publicitárias,resultante de maior selectividade das empresas nos destinatários das suas parcas verbas destinadas a divulgação ou promoção. E nessa competição, tenho algumas dúvidas se o maior problema não incide no catálogo de mais e melhores fontes de informação de cada um.

É por isso redutora, na senda do que é corrente em Portugal, atirar as responsabildades para os políticos e não as partilhar com outros. Até porque para dançar o tango são precisos dois…

CONCELHIA DE COIMBRA, ESSA PAIXÃO

18 Fev

Eleições no PS/Coimbra com três candidaturas

CABECINHAS PENSADORAS

29 Jan

Um fórum de debate, instituído por militantes socialistas, poderá vir a gerar outra candidatura (a terceira) à Comissão Política Concelhia (CPC) de Coimbra do PS, apurou o “Campeão”.

“Um punhado de gente boa, parte dela arredada há anos das lides partidárias”, reuniu-se, esta semana, com o intuito de pôr a referida estrutura do Partido Socialista a “fazer política de outra maneira”, indicou o antigo eurodeputado Luís Marinho.

Para Marinho, antigo secretário-coordenador da Federação de Coimbra do PS, Carlos Cidade e Paulo Valério, candidatos à sucessão de Henrique Fernandes, estão aquém de dar garantias de porem a Concelhia a fazer política noutros moldes.

“Ninguém quer ver repetido o ciclo” em que, nos mais recentes mandatos da CPC, os socialistas sofreram três derrotas autárquicas consecutivas, acentuou, em declarações ao “Campeão”, o presidente do Gabinete de Estudos da Federação conimbricense do PS.

Segundo Luís Marinho, “o passivo e o activo” subjacentes ao PS/Coimbra na última década “colidiram com as melhores regras da vida partidária”.

“Queremos criar uma dinâmica que seja conjugável com um movimento aberto e capaz de brindar o Partido Socialista com um projecto credível”, assinala o ex-vice-presidente do Parlamento Europeu.

No termo do debate agora encetado, caso o fórum instituído entenda patrocinar um candidato à liderança da CPC, é provável que o protagonista seja Luís Santarino, apurou o “Campeão”.Noticía Campeão Províncias

Há cerca de uma semana, uma breve na imprensa local, anunciava a realização de um encontro de ” prestigiados socialistas” (sic)de Coimbra para discutir uma solução para o concelho, o distrito e até para o país. Confesso que não senti inveja, tal como milhares de militantes no Distrito, de não figurar entre os “prestigiados”. Porque a eles caberia a árdua tarefa de, num rápido “brain storming”, encontrar as soluções que o PS Coimbra necessita.
Ao tomar contacto com os resultados desse encontro, como acima se relata, fica-nos, a vacuidade das conclusões e o acre pormenor de uma noticía reduzindo os participantes a “um punhado de gente boa”… !
Mas não se perdeu tudo! Salve-se que, no “punhado de gente boa” , tenha brilhado o meu amigo Luís Santarino…
Agora mais a sério: Santarino, que andas tu a fazer amigo ? Não te percas…

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