O Papa e o Twitter

6 Jan
LOL : “Laughing Out Loud”. “Mort de rire”, ou MDR en français. Dessin de Bénédicte, Suisse

LOL : “Laughing Out Loud”. “Mort de rire”, ou MDR en français. Dessin de Bénédicte, Suisse

“É claro que, quando o Papa enviou sua primeira mensagem [12 de dezembro] para saudar os seus milhões de seguidores, ele não tinha muito a dizer. “Queridos amigos, escreveu ele, é com alegria que me junto a vocês no Twitter. Obrigado pela vossa resposta generosa. A todos vocês abençoo de todo o meu coração.”  Os seus seguidores não têm também muito a dizer. O Twitter é uma ferramenta para conversas rápidas e a Igreja Católica Romana nunca se destacou nesta área.

No entanto, o Vaticano sempre se distinguiu pelo uso das tecnologias. Desde 1996, que o Vaticano tem seu próprio site, administrado por uma comunidade beneditina no deserto do Arizona. Foi um dos primeiros estados a ter a sua estação de rádio. E tem também uma televisão. Mas o que é mais surpreendente é o escopo dessas novas tecnologias. Nós tendemos a pensar que redes como o Twitter visam ocidentais ricos. E essa é, sem dúvida, a audiência para os anunciantes.

Mas o Datablog do Guardian [pioneiro do jornalismo que publica on-line dados estatísticos] revela um público muito diferente. Vários utilizadores do Twitter seguem o Papa no Médio Oriente, incluindo a Arábia Saudita. Trabalhadores filipinos imigrantes, que vivem em condições análogas à escravidão neste país onde as igrejas são ilegais não acharão nem chato nem absurdo saber que o Papa envia a sua bênção.

 Há apenas dois tipos de coisas que um papa pode dizer publicamente ao mundo: banalidades e incongruências. Mas os fiéis, se o escutarem, ouvirão algo mais da sua voz. Na sua primeira resposta a uma pergunta no Twitter,  encorajou a”buscar Jesus a quem está em necessidade.” Uma mensagem para a vida em menos de 140 caracteres …

A primeira observação é que a conta do Papa foi um grande sucesso, apesar do fato de que ele não ter a pretensão de escrever as suas mensagens – mesmo que as aprove – muito menos perder tempo a ler as respostas. Muito poucos líderes religiosos sabem usar o Twitter. Alguns, obviamente, com medo de cometerem erros. Outros usam-no para fazer propaganda ou pedem que o façam, mas não sabem onde parar. O fluxo de mensagens do arcebispo de York [segundo líder espiritual da Igreja Anglicana depois do arcebispo de Canterbury] é um fluxo de banalidades hipócritas próprias para tirar ao leitor a vontade de viver. As respostas aos tweets do Papa são quase tão previsíveis quanto as suas mensagens. 

O mais impressionante é o pequeno número de mensagens em Inglês citando a hashtag [palavra-chave] @ pontifex[nome da conta do Papa] em comparação com outras línguas. Há tradução das mensagens do Papa em sete idiomas [Espanhol, Italiano, Português, alemão, polaco, árabe e francês], mas, infelizmente, não há em latim, como comentou Korsikan_Deb [que tem 60 seguidores] : “O Papa escreveu em Inglês. Teria achado  divertido lê-lo, em latim no Twitter! *” (…)

 Extraído do Courier Internacional, num texto de Andrew Brown, no

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