Tag Archives: congresso

O verdadeiro problema

29 Jan

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Sergio Sousa Pinto no Facebook:
‘Não deixa de ser curioso: os mesmos que reviram os estatutos para impedir um congresso electivo em 2015, com o objectivo de atrapalhar o aparecimento de alternativas internas; os mesmos que querem impor um calendário em que as eleições autárquicas sirvam para condicionar o aparecimento de alternativas no congresso, – são os mesmos que andam a fazer-se de vitimas e a organizar desfiles e marchas de apoio ao SG, roxos de indignação.
Ainda o momento de democracia interna não está marcado – são eles que marcam – e já andam a gemer pelos jornais , contra “deputados”, ” socratistas”, e outras categorias especialmente execradas. Creio que António José Seguro não tem culpa de ter à volta esta milícia de patetas.
Mais valia que cantassem em vez de gritar. Dizem que quem canta, seus males espanta
.’

Alternativas e protagonistas

18 Out

Já se percebeu que os cidadãos estão fartos e que o governo está a atingir o fim da linha. No entanto, mais do que discutir o que aí vem no imediato (manter o mesmo governo, remodelado; governo de iniciativa presidencial; ou eleições antecipadas), é necessário refletir sobre o que vem ocorrendo no país no plano sociopolítico e como poderão preparar-se as alternativas de futuro, com os atuais ou com novos protagonistas.
Nos últimos tempos têm surgido sinais de que a nossa democracia se reforçou na sociedade ao mesmo tempo que se agravou a entropia e o processo de corrosão das instituições. Parece paradoxal – e perigoso – que a democracia participativa germine no mesmo terreno onde definha a democracia representativa. Mas é isso que vem acontecendo: os cidadãos contestam os políticos que temos mas no respeito pelos direitos democráticos (por enquanto). Ora, num país onde a reflexão aberta e participada é tão escassa e o protagonismo político se esgota em geral nos partidos, pode dizer-se que as recentes manifestações, iniciativas cidadãs, movimentos e debates (por exemplo, o Congresso Democrático das Alternativas) que circulam na esfera pública e nas redes sociais representam um riquíssimo potencial para a construção das alternativas de amanhã. Há um segmento politizado da sociedade portuguesa que não se resigna com a atual situação e pretende, além de contestar o governo e a troika, pressionar as esquerdas a entenderem-se para viabilizar um projeto diferente para o país, e isso pode ser o prenúncio de um novo ciclo na política portuguesa.
A recusa da austeridade como solução para a crise (rejeição do memorando da troika e das políticas do atual Governo PSD/PP); a renegociação das condições do resgate e a necessidade de mais equidade na distribuição dos sacrifícios; e a prioridade ao crescimento e emprego – são exigências que parecem gerar um amplo
consenso entre as esquerdas, e até para além delas. Mas então porque é tão difícil constituir uma base de aproximação entre os atuais partidos da esquerda?
Primeiro, porque a aparente clareza das propostas não chega para criar alianças alargadas, já que as boas intenções tropeçam quase sempre nos interesses escondidos, nas ambições, invejas e agendas pessoais (dentro e fora do campo partidário). Segundo, porque os partidos cresceram na base de redes de afinidades e discursos identitários assentes na diabolização dos adversários – não apenas das ideologias ou dos líderes rivais mas também dos que fazem parte do mesmo campo e até do mesmo partido –, de tal forma que, para os quadros e militantes comuns, essa narrativa confunde-se com a própria razão de ser das suas atividades e rotinas quotidianas. Terceiro, porque o debate democrático interno e a abertura à sociedade foram cedendo o lugar ao caciquismo e à “contagem de espingardas”, deixando as estruturas na dependência dos “apoios” e voluntarismos dedicados mas oportunistas, nas mãos de pequenos poderes individuais e muitas vezes de gente medíocre.
O país encontra-se, hoje, numa situação de exceção e à beira de um cataclismo social. Com a sua soberania limitada, não depende apenas de si próprio, pelo que as respostas e alianças adequadas terão de funcionar em diferentes escalas (temporais e espaciais). Por isso, qualquer alternativa, terá de definir não só objetivos imediatos mas também de médio prazo, e nenhuma agenda política terá sucesso se não souber conjugar uns e outros. Acresce que as propostas que agora se desenham no debate público só podem ter reais efeitos na condição de uma nova maioria parlamentar capaz de as pôr em prática. Todavia, parece evidente que só lá chegaremos com outros dirigentes políticos e não com os atuais, porque a viabilidade das alternativas depende não só dos conteúdos mas sobretudo dos protagonistas. E a atual situação de exceção exige líderes excecionais, que neste momento não temos.
Em suma, o crescente descontentamento popular terá certamente repercussão nas instituições, e espera-se que as ruturas ocorram simultaneamente no interior dos atuais partidos e fora deles. Como a história nos tem ensinado, é no âmago da efervescência e da conflitualidade social (em Portugal ainda no seu início) que se desenham as grandes viragens e que as novas lideranças podem emergir. Os líderes do futuro serão aqueles que melhor se apresentem ao povo com um discurso claro e consistente e uma credibilidade insuspeita. Porém, o risco é que, num clima de caos e desespero como o que se avizinha, a demagogia e o populismo podem ameaçar o regime democrático.
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Elisio Estanque
Investigador do Centro de Estudos Sociais e professor da
Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra

Publico, 18.10.12

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6 Out

Congresso Democrático das Alternativas
Aula Magna da Reitoria – Lisboa

Vamos ao Congresso da Beira Serra

2 Out

Numa organização da ADIBER em parceria com os Municípios de Arganil, Góis, Oliveira do Hospital e Tábua, irá decorrer nos próximos dias 26 e 27 de Outubro o IIIº Congresso da Beira Serra, no Auditório da Cerâmica Arganilense, em Arganil.
“Com o objectivo de iniciar a discussão alargada em torno da definição dos eixos sobre os quais se irá basear a futura estratégia de desenvolvimento para este Território, pretende-se envolver toda a Região na resposta aos desafios que se colocarão no futuro, nomeadamente o aproveitamento das ajudas a disponibilizar pela União Europeia através da implementação do Quadro Estratégico Comum que estará em vigor durante o próximo período de programação financeira 2014-2020.
Num quadro em que será privilegiado o desenvolvimento promovido pelas comunidades locais e em que a abordagem LEADER continuará a ter uma relevante importância na dinamização e promoção dos territórios rurais, temos a responsabilidade de, localmente, saber encontrar novos modelos de intervenção adequados aos novos problemas e necessidades das populações que vão sendo identificados nas sociedades do séc. XXI.
A transferência de inovação e conhecimento que garanta o aumento da competitividade económica dos territórios rurais e a promoção da inclusão social e redução da pobreza nestas regiões, devem-se constituir como factores fundamentais para o seu desenvolvimento, reforçando a capacidade de atracção de novos investidores, possibilitando a criação de novos empregos e riqueza que fomentem a fixação de competências e da população jovem mais qualificada.
“Inovar e Empreender” surgem neste contexto como os principais desafios que a Beira Serra tem de assumir para se afirmar como um território em que a criatividade e o saber estará presente no processo de valorização do potencial endógeno, aplicando as capacidades instaladas na transformação deste potencial em oportunidades de negócio com forte componente de valor acrescentado.
Através do IIIº Congresso da Beira Serra e de outras iniciativas que entretanto serão promovidas, a ADIBER tem a expectativa de que esta Região saberá, como sempre soube, identificar e encontrar o caminho que melhor se adequa ao seu desenvolvimento, para o que é necessário o envolvimento activo de todos quantos estão disponíveis para concretizar esta estratégia colectiva.”

Este texto e o programa do congresso podem ser lidos aqui

“Quem anda sempre com um martelo na mão, tudo lhe parece um prego.”

24 Mar

” (…)E ainda que reconhecendo que “as coisas estão a correr bem” e que a acção do Governo “não é para inglês ver”, lembrou que “o país não tem segunda oportunidade” e rematou: “Não podemos falhar.(…) “

Passos Coelho no Congresso do PSD quando “empurrava com a barriga “ o estado do País!

PS: o título do post é extraído do discurso de Passos Coelho no Congresso do PSD

O PSD TEVE CONGRESSO EXTRAORDINÁRIO

15 Mar

Foi um Congresso Extraordinário o que o PSD organizou em Mafra, no passado fim-de-semana :

Luis Filipe Meneses,  equiparou o papel dos ex-lideres a Nossa Senhora de Fátima;

O presidente da câmara das Caldas, afirmou que “”se não fosse mentiroso também não era presidente da câmara”;

Um candidato a líder que quer pedir perdão e, em vez disso, perdoa;

Um candidato a líder que fez traduções do “seu projecto” que ninguém percebeu;

Sanções graves para os que critiquem a direcçao do partido 60 dias antes das eleições;

Absolutamente EXTRAORDINÁRIO !

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A OPINIÃO (QUASE) CERTEIRA

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