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Universidade de Coimbra, Património da Humanidade

24 Jun
foto Nuno Rosário

foto Nuno Rosário

A Unesco reconheceu a Universidade Coimbra e a Alta como Património Mundial da Humanidade certificando o seu incomparável valor histórico, cultural e patrimonial  e assinalando, dessa forma, o contributo da Universidade para a afirmação da nossa língua e cultura no Mundo.
Esta consagração, que agora unanimemente se saúda, deve-se à convicção e ao empenho dos que nela acreditaram, desde a tese de doutoramento de António Pimentel até ao atual Reitor, João Gabriel Silva, sem esquecer Seabra Santos, o arquitecto Nuno Lopes e a autarquia de Coimbra. Mas também os que a ela se associaram, como o maestro Virgílio Caseiro e os Antigos Orfeonistas da Universidade de Coimbra, que divulgaram a candidatura e a nossa mística com uma paixão inesgotável.
Espero que, finalmente, Portugal e Coimbra descubram a importância da Universidade, não se limitando ao mero elogio circunstancial, mas concedendo-lhe os meios necessários à sua missão. E que o momento nos permita também pensar na importância do Fado de Coimbra e do comércio da Baixa de Coimbra. É nesta união entre Universidade, Alta de Coimbra, Baixa e seu Comércio e o Fado de Coimbra que se deve construir o nosso futuro coletivo como Cidade dos Amores e do Mondego.
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Imagem do dia

31 Jan

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No tempo em que nos serviam nas bombas de abastecimento. Créditos ao Restos de Colecção.

Os que devem morrer

29 Jan

20130129-095918.jpgfoto : Alexander Kharlamov

Mauro Santayana :
‘A ciência prolonga a vida dos homens; a economia liberal recomenda que morram a tempo de salvar os orçamentos. O Ministro das Finanças do Japão, Taso Aro, deu um conselho aos idosos: tratem logo de morrer, a fim de resolver o problema da previdência social.

Este é um dos paradoxos da vida moderna. Estamos vivendo mais, e, é claro, com menos saúde nos anos finais da existência. Mas, nem por isso, temos que ser levados à morte. Para resolver esse e outros desajustes da vida moderna, teríamos que partir para outra forma de sociedade, e substituir a razão do “êxito” e da riqueza pela ética da solidariedade.

Ocorre que nem era necessário que esse senhor Taso Aro – que, em outra ocasião, ofereceu o Japão como território seguro para os judeus ricos do mundo inteiro – expusesse essa apologia da morte. A civilização de nosso tempo, baseada no egoísmo, com a economia servidora dos lucros e dos ricos, e, sobretudo, dos banqueiros, é, em si mesma, suicida.

É claro que, ao convidar os velhos japoneses a que morram, Aro não se refere aos milionários e multimilionários de seu país. Esses dispensam, no dispendioso custeio de sua longevidade, os recursos da Previdência Social e dos serviços oficiais de saúde de seu país. Todos eles têm a sua velhice assegurada pelos infindáveis rendimentos de seu patrimônio.

Os que devem morrer são os outros, os que passaram a vida inteira trabalhando para o enriquecimento das grandes empresas japonesas e multinacionais. Na mentalidade dos poderosos e dos políticos ao seu serviço, os homens não passam de máquinas, que só devem ser mantidos enquanto produzem, de acordo com os manuais de desempenho ótimo. Aso, em outra ocasião, disse que os idosos são senis, e que devem, eles mesmos, de cuidar de sua saúde.

Não podemos, no entanto, ver esse desatino apenas no comportamento do ministro japonês, nem em alguns de seus colegas, que têm espantado o mundo com declarações estapafúrdias. O nível intelectual e ético dos dirigentes do mundo moderno vem decaindo velozmente nas últimas décadas. Não há mistério nisso. Os verdadeiros donos do mundo sabem escolher seus serviçais e coloca-los no comando dos estados nacionais.

São eles, que, mediante o Clube de Bielderbeg e outros centros internacionais desse mesmo poder, decidem como estabelecer suas feitorias em todos os continentes, promovendo a ascensão dos melhores vassalos, aos quais premiam, não só com o governo, mas, também, com as sobras de seu banquete, em que são servidos, além do caviar e do champanhe, o petróleo e os minérios, as concessões ferroviárias e nos modernos e mais rendosos negócios, como os das telecomunicações.

A civilização que conhecemos tem seus dias contados, se não escapar desses cem tiranos que se revezam no domínio do mundo.’

Imagem do dia

29 Jan
Praia da Leirosa - Figueira da Foz

Praia da Leirosa – Figueira da Foz

Mar Salgado

Ó mar salgado, quanto do teu sal
são lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos,quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso,ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa em ” Mar Português

Imagem

Imagem do dia

19 Jan

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Imagem do dia

14 Jan

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Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não ! ‘

Fernando Pessoa, Liberdade

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