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A triste crónica de Alberto Gonçalves

2 Jun

‘Com o pretexto explícito de libertar Portugal da austeridade e o pretexto implícito de demitir o Governo, Mário Soares reuniu na Aula Magna o tipo de gente que hoje consegue reunir: socialistas do calibre de Ferro Rodrigues, comunistas do PCP e do Bloco, o redimido poeta Manuel Alegre e, através de mensagem escrita, Pacheco Pereira a título de pechisbeque dissidente.

Deve ter sido um espectáculo gracioso. O dr. Soares recuperou a tese do regicídio e, dando voz a um eleitorado que não lhe liga nenhuma, ameaçou Cavaco Silva com a violência popular caso não enxote depressa o dr. Passos Coelho. As menções ao presidente da República suscitaram gritos de “Palhaço!” na audiência. Uma senhora do Bloco declarou-se pronta para integrar a “convergência de esquerda” mal esta comece a mandar. Um deputado do PCP exigiu a devolução do que foi roubado. Cantou-se em coro a Grândola, vila morena. Queriam mais? (...)’

Não ! Bastou este naco de prosa de mau gosto, de Alberto Gonçalves no Diário de Notícias, para perceber que há Serões da Província que mais parecem Conversas em Família.

Está aí alguém ?

16 Maio

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O Instituto Nacional de Estatística ( INE) revelou ontem que a economia portuguesa, no primeiro trimestre deste ano,  tinha contraído 3,9 %, em termos homólogos, representando o maior agravamento dos últimos nove meses da recessão que atinge Portugal.

Numa Europa já com nove países em recessão, Portugal foi o terceiro país que mais viu a sua economia contrair, apenas com a Grécia e o Chipre a apresentarem uma queda da sua economia superior.

A economia portuguesa apresenta a recessão mais prolongada de sempre: dez trimestres consecutivos de quebra no PIB (em cadeia e/ou nove em termos homólogos).

Em 2008/2009 (grande recessão a nível mundial), a economia portuguesa retraiu quatro trimestres consecutivos. Agora,  já vai na 10º quebra consecutiva .

Segundo as projeções da Comissão Europeia, o PIB português deveria ter caído, neste 1º trimestre de 2013, 3,7% em termos homólogos e 0,1% em termos trimestrais, mas afinal a quebra foi mais acentuada. Segundo este organismo, o PIB deverá contrair até ao 1º trimestre de 2014 (em termos homólogos).

Recordo que as últimas projecção do Governo e da “troika” (revistas), apontam para uma queda do PIB de 2,3% este ano e um crescimento de 0,6% para 2014.

Desde 2011, a taxa de desemprego aumentou de 12,5 % para  17,5 %, um crescimento em menos de 2 anos de 400 desempregados por dia ou 17 por hora.

 Há mais de um milhão de desempregados, cerca de 40 % é desemprego juvenil, a  4.a mais alta da UE, mais de 13 mil são casais com ambos os cônjuges desempregados , o triplo desde que chegaram ao governo, aumenta o número de desempregados com mais de 50 anos, 21 empresas por dia declaram insolvência, o credito de cobrança duvidosa às empresas, aos particulares,  à habitação e ao consumo disparam.

Perante esta realidade, os portugueses interrogam-se: “ Está aí alguém? “

No Diário As Beiras

Imagem do dia

11 Abr
Diário de Noticias, 11.04.13

Diário de Noticias, 11.04.13

O negócio da água

12 Mar

De acordo

21 Nov

“O Partido Socialista foi um dos temas mais debatidos na recente convenção do Bloco de Esquerda. Lamentavelmente, o PS foi atacado mesmo por quem dentro do BE defende a necessidade de uma aproximação das esquerdas. Na sequência, o BE foi igualmente atacado mesmo por quem dentro do PS defende que se privilegie a relação com os partidos à sua esquerda. E portanto esta dinâmica sectária entre as esquerdas parece não ter fim. Quem ganha com ela? Ganham, desde logo, os sectores mais radicais de cada um dos partidos: dentro do BE ganham os que querem continuar a ser um partido de protesto e, consequentemente, inútil na construção de uma sociedade mais justa para os trabalhadores e desempregados portugueses; dentro do PS ganham os que querem ser um irmão gémeo do PSD. E fora do BE e do PS ganha a direita, que desde 1974 se diverte com a incapacidade da esquerda de construir algo em conjunto. Quem perde? Perdem os que querem construir uma sociedade mais livre e mais igual, perdem os que querem um Estado social de qualidade e, em última instância, perde o povo português. O PS foi atacado na última convenção do BE por não querer rasgar o Memorando e pouco lhes importa que esteja actualmente a defender mais tempo para o ajustamento, maturidades dos empréstimos mais longas ou juros mais baixos. O PS só seria um parceiro digno se afirmasse a mesma vontade em correr com a troika do país. Mas o que o BE não consegue explicar é como é que correndo com a troika o país se manteria no euro. Cada vez mais se exige ao debate político clareza nas posições assumidas. Se o BE está a ser genuíno quando diz que não quer que Portugal saia do euro, então, obviamente, não pode defender que se corra com a troika do país. Tem de aceitar encetar um processo negocial. E não se corre com quem se quer negociar. No dia em que o BE entender que para Portugal se manter no euro tem de negociar com a troika, vai perceber que está mais próximo das posições do PS do que gosta de deixar transparecer.”

Pedro Nuno Santos no IONLINE

Alternativas e protagonistas

18 Out

Já se percebeu que os cidadãos estão fartos e que o governo está a atingir o fim da linha. No entanto, mais do que discutir o que aí vem no imediato (manter o mesmo governo, remodelado; governo de iniciativa presidencial; ou eleições antecipadas), é necessário refletir sobre o que vem ocorrendo no país no plano sociopolítico e como poderão preparar-se as alternativas de futuro, com os atuais ou com novos protagonistas.
Nos últimos tempos têm surgido sinais de que a nossa democracia se reforçou na sociedade ao mesmo tempo que se agravou a entropia e o processo de corrosão das instituições. Parece paradoxal – e perigoso – que a democracia participativa germine no mesmo terreno onde definha a democracia representativa. Mas é isso que vem acontecendo: os cidadãos contestam os políticos que temos mas no respeito pelos direitos democráticos (por enquanto). Ora, num país onde a reflexão aberta e participada é tão escassa e o protagonismo político se esgota em geral nos partidos, pode dizer-se que as recentes manifestações, iniciativas cidadãs, movimentos e debates (por exemplo, o Congresso Democrático das Alternativas) que circulam na esfera pública e nas redes sociais representam um riquíssimo potencial para a construção das alternativas de amanhã. Há um segmento politizado da sociedade portuguesa que não se resigna com a atual situação e pretende, além de contestar o governo e a troika, pressionar as esquerdas a entenderem-se para viabilizar um projeto diferente para o país, e isso pode ser o prenúncio de um novo ciclo na política portuguesa.
A recusa da austeridade como solução para a crise (rejeição do memorando da troika e das políticas do atual Governo PSD/PP); a renegociação das condições do resgate e a necessidade de mais equidade na distribuição dos sacrifícios; e a prioridade ao crescimento e emprego – são exigências que parecem gerar um amplo
consenso entre as esquerdas, e até para além delas. Mas então porque é tão difícil constituir uma base de aproximação entre os atuais partidos da esquerda?
Primeiro, porque a aparente clareza das propostas não chega para criar alianças alargadas, já que as boas intenções tropeçam quase sempre nos interesses escondidos, nas ambições, invejas e agendas pessoais (dentro e fora do campo partidário). Segundo, porque os partidos cresceram na base de redes de afinidades e discursos identitários assentes na diabolização dos adversários – não apenas das ideologias ou dos líderes rivais mas também dos que fazem parte do mesmo campo e até do mesmo partido –, de tal forma que, para os quadros e militantes comuns, essa narrativa confunde-se com a própria razão de ser das suas atividades e rotinas quotidianas. Terceiro, porque o debate democrático interno e a abertura à sociedade foram cedendo o lugar ao caciquismo e à “contagem de espingardas”, deixando as estruturas na dependência dos “apoios” e voluntarismos dedicados mas oportunistas, nas mãos de pequenos poderes individuais e muitas vezes de gente medíocre.
O país encontra-se, hoje, numa situação de exceção e à beira de um cataclismo social. Com a sua soberania limitada, não depende apenas de si próprio, pelo que as respostas e alianças adequadas terão de funcionar em diferentes escalas (temporais e espaciais). Por isso, qualquer alternativa, terá de definir não só objetivos imediatos mas também de médio prazo, e nenhuma agenda política terá sucesso se não souber conjugar uns e outros. Acresce que as propostas que agora se desenham no debate público só podem ter reais efeitos na condição de uma nova maioria parlamentar capaz de as pôr em prática. Todavia, parece evidente que só lá chegaremos com outros dirigentes políticos e não com os atuais, porque a viabilidade das alternativas depende não só dos conteúdos mas sobretudo dos protagonistas. E a atual situação de exceção exige líderes excecionais, que neste momento não temos.
Em suma, o crescente descontentamento popular terá certamente repercussão nas instituições, e espera-se que as ruturas ocorram simultaneamente no interior dos atuais partidos e fora deles. Como a história nos tem ensinado, é no âmago da efervescência e da conflitualidade social (em Portugal ainda no seu início) que se desenham as grandes viragens e que as novas lideranças podem emergir. Os líderes do futuro serão aqueles que melhor se apresentem ao povo com um discurso claro e consistente e uma credibilidade insuspeita. Porém, o risco é que, num clima de caos e desespero como o que se avizinha, a demagogia e o populismo podem ameaçar o regime democrático.
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Elisio Estanque
Investigador do Centro de Estudos Sociais e professor da
Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra

Publico, 18.10.12

Afinal o PS estava certo

9 Out

Portugal tem mais um ano para corrigir o seu défice, refere a  Nota de Imprensa do Conselho Europeu.

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