Tag Archives: Miguel Sousa Tavares
Vídeo

A confiança no mundo de Socrates

28 Dez
No passado dia 19 de Dezembro, José Sócrates apresentou a sua obra ” A Confiança no Mundo”,  no Casino da Figueira da Foz. Para falar sobre o livro, que o Ex-Primeiro-Ministro  defendeu e escreveu como dissertação de Mestrado,esteve presente Miguel Sousa Tavares. Desse momento que encheu por completo o Casino da Figueira da Foz aqui ficam estes dois registos.
Pode ver mais sobre esta apresentação aqui

José Sócrates apresentou ” A Confiança no Mundo” na Figueira da Foz

23 Dez
No passado dia 19 de Dezembro, o ex-Secretário-Geral do PS e ex- Primeiro-Ministro, José Sócrates , apresentou no Casino da Figueira da Foz o seu livro ” A Confiança no Mundo”, com a presença de Miguel Sousa Tavares.
Uma sessão que encheu por completo o Salão Caffé do Casino, numa demonstração de interesse pela obra e pelos oradores, mas também uma oportunidade para muitos revelarem a enorme admiração e carinho por José Sócrates.
Apesar da época natalícia, dos eventos que decorriam pelo Distrito, da chuva e do frio, cerca de meio milhar de pessoas esteve no Casino, cativados pelo aceso debate entre Miguel Sousa Tavares e José Sócrates sobre os limites da tortura.
Em suma, uma noite em que duas personalidades carismáticas encantaram.
José Sócrates e Miguel Sousa Tavares

José Sócrates e Miguel Sousa Tavares

Vista parcial do salão do Casino da Figueira da Foz

Vista parcial do salão do Casino da Figueira da Foz

Lider Distrital da  JS , Presidente Junta Freguesia de Buarcos/S. Julião em primeiro plano

Lider Distrital da JS , Presidente Junta Freguesia de Buarcos/S. Julião em primeiro plano

Na companhia de Natalia Conde, José Nuno Paiva Carvalho e o vereador de Góis , José Rodrigues

Na companhia de Natalia Conde, José Nuno Paiva Carvalho e do vereador de Góis , José Rodrigues


A chegada de José Sócrates ao Casino da Figueira da Foz, com Ana Jorge, João Portugal e André Figueiredo ( foto Casino da Figueira da Foz)

A chegada de José Sócrates ao Casino da Figueira da Foz, com Ana Jorge, João Portugal e André Figueiredo ( foto Casino da Figueira da Foz)

E agora o Banif

7 Jan

Miguel Sousa Tavares no Expresso :

‘Não sei se os meus leitores contribuintes se deram bem conta, mas o Governo acaba de nos dar mais um banco: o Banif. Para variar, também não presta e há muito que se sabia que, tal como o BPN, não era coisa que se recomendasse, mas isso não impede que o negócio seja caro: €1100 milhões. Juntando aos €600 milhões que o Governo deu ao BPN para que ele fosse vendido por €40 milhões (um negócio que já deve estar no “Guiness” como a mais rentável privatização da história), isto significa que só nestas duas operações se investiram €1700 milhões do nosso dinheiro para financiar a banca privada: mais do que todos os aumentos de impostos e cortes de prestações sociais inscritos no Orçamento de 2013 e de que o Presidente tem “fundadas dúvidas” que sejam constitucionais. Quer isto dizer que, se o Tribunal Constitucional concordar com o Presidente, o Governo não sabe onde irá inventar os €1500 milhões que passarão a estar em falta, mas soube onde ir buscar os €1700 milhões que deu e emprestou à banca privada.

E assim, temos o grande liberal Passos Coelho, que queria privatizar a Caixa Geral de Depósitos, porque acha que o Estado não sabe gerir a banca, a comprar agora uma posição accionista de 99,2% no Banif, com direito a nomear para lá dois administradores, em representação do Estado. De caminho, e além dos €600 milhões que deu ao banco de Isabel dos Santos/Mira Amaral, também emprestou dinheiro à Caixa, ao BCP e ao BPI. Antes de prosseguir, permitam-me um desabafo: em que charco de lama ficará o brio profissional dos banqueiros que convenceram o Governo de um país arruinado, com mais de um milhão de desempregados, a gastar com eles, para cobrir os seus erros de gestão, o dinheiro que não há para evitar a falência de empresas viáveis com dificuldades de tesouraria que nenhum banco ajuda, os casais que devolvem aos bancos as casas cujas prestações já não conseguem pagar, os estudantes que abandonam as universidades porque os pais não podem pagar-lhes mais os estudos, os 120.000 portugueses (1% da população !) que tiveram de emigrar, só em 2012?

É certo que a posição de dono absoluto do Banif por parte do Estado é apenas “provisória”. Dentro de seis meses haverá um aumento de capital reservado aos privados e prevê-se que aí o Estado receba de volta €150 milhões e que, com a entrada de dinheiro privado, veja a sua posição accionista reduzida a 60,5% (embora com a extraordinária salvaguarda de só deter 49% dos votos). Mas, para tal, será necessário que apareçam interessados em subscrever €450 milhões de acções do Banif e a minha aposta, pessoalíssima, é que não aparecerão. Se, dos três principais accionistas actuais, um já se pôs de fora e os dois restantes apenas se comprometeram, e de boca, a pôr lá €100 milhões, quem serão os loucos que quererão seguir os passos do dr. Gaspar?

Daqui a um ou dois anos, se tudo correr conforme é lusitaniamente previsível, o Banif estará a precisar de mais dinheiro e o Estado enfrentará o mesmo dilema que já conhecemos no BPN: meter lá mais dinheiro ou oferecer o banco “limpo”, ficando com os prejuízos para si e ainda pagando pela oferta.

E porquê, perguntarão os contribuintes, não se deixa o Banif ir, pura e simplesmente, à falência? A resposta agora é exactamente a mesma que foi dada aquando da nacionalização do BPN, amais trágica medida de política económica tomada nos últimos 20 anos: pelo “risco sistémico” que isso envolveria. Tal como escrevi então, repito a mesma dúvida: qual é o risco de contágio de deixar falir um Banco que há anos que se sabe estar a ser mal governado e que, ainda para mais, tem uma quota mínima de mercado (4%)? Não esqueço o argumento da protecção dos depositantes e, em particular neste caso, os emigrantes.

Mas há uma lei que protege os depósitos até um montante que, não sendo elevado, salvaguarda as pequenas poupanças daqueles de quem não é exigível que estejam a par da saúde financeira do seu banco. A verdade é que, se o Governo preferiu meter-se noutra aventura financeira de resultado mais do que incerto, foi apenas para não desagradar a Berlim e à troikw. eles mandam, Gaspar transmite o recado e Passos Coelho acata. E Berlim e a troika não se preocupam com a falência de pequenas empresas viáveis e com o exército de desempregados que essas falências acarretam: consideram-nas “processos de ajustamento” necessários.

Mas, quando toca à falência de bancos, mesmo de bancos de vão de escada, aí o caso é diferente: é interpares. Estou farto destes liberais de treta, que querem o Estado a milhas quando tudo corre bem e não lhes interessa que venha supervisionar os seus métodos e a sua solidez, mas correm para o seu colo quando as dificuldades começam, aos gritos de acudam-nos ou vai tudo abaixo!

Este “capitalismo financeiro desregulado e egoísta”, que apenas pensa em mais dinheiro e mais lucros e que “aposta num crescimento feito à custa dos direitos e deveres sociais” (conforme o definiu o Papa na sua mensagem de Ano Novo), foi o que nos lançou na crise que agora vivemos, primeiro na América, depois na Europa. Milhões de americanos e europeus perderam os seus empregos, as suas casas, as suas empresas, as suas vidas, para que os governos esquecessem a economia e tratassem de acorrer à banca. Milhares de milhões de contribuintes viram os seus impostos subirem e a sua vida piorar para que o dinheiro assim arrecadado pelo Estado servisse para financiar os bancos privados, arruinados por uma gestão muitas vezes criminosa e amoral, assente na especulação, nas bolhas imobiliárias, no aumento incessante de lucros impostos pelos accionistas a administradores sem escrúpulos, que enchiam os bolsos de prémios de gestão pornográficos, sabendo muito bem que bastaria uma rabanada de vento para que toda a aparente prosperidade se desmoronasse, como castelo de cartas. E o mais chocante ainda é constatar que nenhuma lição foi aprendida: ninguém está preso, ninguém se suicidou ou deixou de sair à rua de vergonha, e basta ver a oposição da maioria republicana nos EUA a todas as tentativas de alteração das regras do jogo, para perceber que esta gente se acha, genuinamente, dotada de um direito natural à impunidade.

No dia seguinte a ser anunciada a intervenção do Estado no Banif, as moribundas acções do banco deram um salto de 7%. Eis o tão louvado mercado a funcionar, na hora da verdade: sem o socorro dos contribuintes nos momentos de aperto, ele não passa de uma feira de vaidades ocas. Mas se o merceeiro da minha rua, que não está cotado em bolsa e não declara os lucros na Holanda, se vir não ajudado mas estrangulado pelo Estado, não há mercado que lhe valha e, quando fechar portas, o dr. Gaspar dirá que é um desfecho triste, mas mais um sucesso no processo de ajustamento.

Em tempos, ensinaram-me que a economia estava ao serviço dos homens e da satisfação das necessidades básicas de uma comunidade. E, para assegurar que assim era, chamava-se a essa ciência “economia política” — porque havia um poder político que a regulava e continha os instintos predadores dos mais fortes. Porém, décadas de doutrinação liberal convenceram muitos que só afastando o poder regulador do Estado a economia poderia ser rentável. O resultado está avista: o jogo tornou-se desleal, a honra nos negócios foi substituída pelo triunfo social, o dinheiro apagou a vergonha e comprou as consciências e os remorsos e já faltou mais para que o sinistro grito de “salve-se quem puder!” anuncie o final trágico de um sistema e de uma ideologia que, entregues a si próprios, apenas conseguiram revelar o pior da natureza humana.’

Financiamento Internacional

oportunidades e recursos

Praça do Bocage

Conversa sobre o que nos dá na real gana…

almôndega

narrativas, cebolas e molho vermelho

Recordar, Repetir e Elaborar

O de sempre, só que de novo.

Pra Fora

Depositário do que eu vejo por aí

Casa das Aranhas

Uma Voz Alternativa Islâmica em Português

O Informador

Jornalismo, média, actualidade nacional e internacional

Palavras ao Poste

A OPINIÃO (QUASE) CERTEIRA

%d bloggers like this: