Onde e como se vive em Portugal

26 Jun
De acordo com os resultados definitivos dos Censos 2011 na região de Lisboa regista-se a maior densidade populacional, apesar de ser a região Norte a concentrar a maior parcela da população portuguesa. A região do Alentejo tem a maior proporção de idosos e de alojamentos familiares ocupados apenas por idosos, mas, entre estes últimos, é na região da Madeira que se verifica a maior proporção de alojamentos ocupados por idosos sós.
A maior proporção de edifícios com 1 ou 2 alojamentos verifica-se na região dos Açores (98%), por oposição à região de Lisboa, que regista a menor proporção destes edifícios do país (74%).
É na região de Lisboa que mais alojamentos estão ocupados como residências habituais enquanto na região do Algarve as residências secundárias têm a maior expressão do país. As residências habituais são, em média, mais espaçosas nas regiões do Centro e dos Açores, registando-se, nesta última, os maiores rácios de pessoas e de divisões por alojamento.
Na região Centro, a maior proporção de residências habituais são ocupadas pelos proprietários, mas é na região de Lisboa que se registam mais proprietários com encargos por compra do alojamento e na região da Madeira verifica-se o valor médio mais elevado de encargos. É na região de Lisboa que mais residências habituais são ocupadas por arrendatários, predominando os contratos de duração indeterminada. É na região do Algarve que se paga o valor médio mais elevado de renda mensal.
População
A região Centro detém a segunda maior superfície do território nacional (cerca de 28 mil km2) e a terceira maior população residente (2 328 mil habitantes que correspondia a 22% do total
de residentes em Portugal em 2011), conduzindo a uma densidade populacional de 83 habitantes/km2.
É no município de Coimbra que reside o maior número de indivíduos da região Centro, mas é no município do Entroncamento que se regista a maior densidade populacional da região. No interior da região Centro localizam-se os municípios com menor população residente.
A região Centro tem a segunda maior proporção de residentes com 65 ou mais anos do país (22,4%) e cerca de 15% dos alojamentos familiares desta região estão ocupados apenas por pessoas idosas, dos quais 49% com idosos a viverem sós. A região da Beira Interior Sul concentra os três municípios com as maiores proporções de população residente com 65 ou mais anos. Entre a população idosa residente em Penamacor, 78,5% reside sozinha ou na companhia de outros indivíduos do mesmo grupo etário, correspondendo à percentagem mais elevada do país. Aproximadamente 20% dos alojamentos familiares deste município estão ocupados unicamente por pessoas com 65 ou mais anos e, entre estes, cerca de 50% habitam sozinhos. Por outro lado, a região do Baixo Vouga apresenta-se com menor proporção de idosos, destacando-se o município de Ovar, com 15,9% da população residente com 65 ou mais anos.
 Edifícios
Cerca de 31,4% dos edifícios clássicos recenseados encontram-se na região Centro (1 112 mil edifícios), tendo-se registado proporções semelhantes entre edifícios construídos antes de 1919 e construídos entre 2006 e 2011 (5,2% e 5,6%, respetivamente).
Os três municípios do Pinhal Interior Norte (Góis, Arganil e Tábua) registam as maiores proporções da região Centro no que respeita aos edifícios construídos antes de 1919. Destaque ainda para o município da Batalha (região do Pinhal Litoral) com a menor proporção de edifícios construídos antes de 1919 e para o município de Óbidos (região Oeste) com a maior
proporção de edifícios construídos entre 2006 e 2011 (cerca de 17%).
Cerca de 96% dos edifícios clássicos da região Centro têm 1 ou 2 alojamentos. As regiões Pinhal Interior Sul e Pinhal Interior Norte registam as maiores proporções de edifícios com 1 ou 2 alojamentos (acima de 98%). Por outro lado, a região do Baixo Mondego tem a maior proporção de edifícios clássicos com 3 ou mais alojamentos (6,6%) e, inserida nesta, o município de Coimbra apresenta a maior proporção (12,5%). No entanto, é o município do Entroncamento que regista a maior proporção de edifícios clássicos com 3 ou mais alojamentos na região Centro (22,4%).
Alojamentos – Forma de ocupação
Na região Centro, cerca de 72% dos alojamentos estão ocupados como residências habituais, distinguindo-se as regiões Baixo Vouga e Pinhal Litoral, com as maiores proporções (cerca de 81% e 80%, respetivamente, entre os alojamentos clássicos ocupados). No entanto, é no município de Condeixa-a-Nova (região de Baixo Mondego) que se verifica a maior proporção de residências habituais entre os alojamentos clássicos ocupados (88,9%). No que concerne
às residências secundárias, as maiores proporções registam-se nas regiões do Pinhal Interior Sul e Beira Interior Norte (cerca de 44% em ambas as regiões). O município do Sabugal apesenta a maior proporção de residências secundárias entre os alojamentos clássicos ocupados (62,5%).
O destino para venda foi identificado para 19,4% dos alojamentos vagos da região Centro, destacando-se a região da Beira Interior Sul, com 27% dos alojamentos clássicos. O arrendamento é a finalidade de 11,3% dos alojamentos vagos, tendo sido registada a maior proporção na região Oeste (cerca de 15%), onde se localiza o município da Nazaré que apresenta a maior proporção de alojamentos vagos para arrendamento (28,9%).
As residências habituais da região Centro apresentam uma área média útil de cerca de 118 m2. A região do Baixo Vouga regista a maior área útil da região Centro (127,8 m2), onde se destaca o município de Oliveira do Bairro, com 140,9 m2, e em que cerca de 17% dos alojamentos ocupados como residência habitual têm áreas médias iguais ou superiores a 200 m2.
Em termos de índices de ocupação, considerando apenas os alojamentos clássicos, na região Centro habitam, em média, 2,6 pessoas por alojamento e os alojamentos dispõem, em média, de 5,3 divisões. É nos municípios de Estarreja, Ovar, Vagos e Oliveira de Frades que residem mais indivíduos por alojamento (2,8). No que concerne ao número médio de divisões por alojamento, distinguem-se os municípios de Anadia, Penacova e Mortágua, com uma média de 5,9 divisões por alojamento.
Na região Centro, os proprietários ocupam cerca de 81% das residências habituais e aproximadamente 33% têm encargos com a compra, sendo o valor médio dos encargos de 378 euros. A região NUTS III do Pinhal Interior Sul distingue-se com a maior proporção de alojamentos clássicos ocupados pelos proprietários (91%) e sobretudo sem encargos (80,5% dos alojamentos).
Nas regiões do Médio Tejo e do Oeste encontram-se as maiores proporções de proprietários com encargos por compra (38,2% e 36,6%, respetivamente), com valores de encargos médios de 380 euros e 393 euros, respetivamente. O maior valor de encargos por compra de habitação verifica-se na região NUTS III da Beira Interior Norte (408 euros), com destaque para o município da Guarda (com um valor médio de encargos de 464 euros).
Continuar a ler o Boletim do Instituto Nacional de Estatística, aqui

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