A triste crónica de Alberto Gonçalves

2 Jun

‘Com o pretexto explícito de libertar Portugal da austeridade e o pretexto implícito de demitir o Governo, Mário Soares reuniu na Aula Magna o tipo de gente que hoje consegue reunir: socialistas do calibre de Ferro Rodrigues, comunistas do PCP e do Bloco, o redimido poeta Manuel Alegre e, através de mensagem escrita, Pacheco Pereira a título de pechisbeque dissidente.

Deve ter sido um espectáculo gracioso. O dr. Soares recuperou a tese do regicídio e, dando voz a um eleitorado que não lhe liga nenhuma, ameaçou Cavaco Silva com a violência popular caso não enxote depressa o dr. Passos Coelho. As menções ao presidente da República suscitaram gritos de “Palhaço!” na audiência. Uma senhora do Bloco declarou-se pronta para integrar a “convergência de esquerda” mal esta comece a mandar. Um deputado do PCP exigiu a devolução do que foi roubado. Cantou-se em coro a Grândola, vila morena. Queriam mais? (...)’

Não ! Bastou este naco de prosa de mau gosto, de Alberto Gonçalves no Diário de Notícias, para perceber que há Serões da Província que mais parecem Conversas em Família.

2 Respostas to “A triste crónica de Alberto Gonçalves”

  1. Vítor Silva Junho 3, 2013 às 12:04 am #

    Se este governo tivesse “gente deste calibre”, certamente que estariamos com perspetivas para o futuro bem mais positivas do que as que temos.
    Quanto ao eleitorado que não lhe liga nenhuma, podemos constatar que só no PS já vale mais do que PSD e CDS juntos.
    Quanto a Cavaco, o problema não é Soares, é o povo que já não o atura.
    “As comadres da direita” acusaram o toque e andam a perder a compostura. Parece que a “Grândola” lhes anda a provocar azia.

  2. José Luiz Ferreira Junho 3, 2013 às 1:28 am #

    Esse Alberto Gonçalves é da espécie, ainda não extinta, que José Cardoso Pires tão bem topou na “Cartilha do Marialva.” Incapaz ou desdenhoso de articular dois pensamentos seguidos; e dispensado, pela superioridade inata que assume como um direito, de fundamentar uma opinião, emprega a brutalidade de espírito
    como sucedâneo da inteligência que não tem ou não usa (e que de resto despreza).

    Se alguma vez estudou honestamente um assunto (mas saberá ele o que é estudo honesto?), tal nunca se lhe reflectiu, que eu lesse, na prosa. Se alguma vez teve algum contacto com a realidade dos factos, foi para os ignorar com a insuportável sobranceria do verdadeiro marialva português. Usa as aspas como argumento e um pesado sarcasmo como demonstração. É um fóssil vivo, como os tubarões e as baratas.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Financiamento Internacional

oportunidades e recursos

Praça do Bocage

Conversa sobre o que nos dá na real gana…

almôndega

narrativas, cebolas e molho vermelho

Recordar, Repetir e Elaborar

O de sempre, só que de novo.

Pra Fora

Depositário do que eu vejo por aí

Casa das Aranhas

A Verdade vem Sempre ao de Cima

O Informador

Jornalismo, média, actualidade nacional e internacional

Palavras ao Poste

A OPINIÃO (QUASE) CERTEIRA

%d bloggers like this: