O exame do 1.o Ciclo

10 Maio

‘ (…) A velha (e ainda a atual) escola preparou toda a gente para decorar matéria, despejá-la para o papel em 50 minutos e depois esquecer. Não preparou quase ninguém para todas as coisas realmente necessárias na sua vida e na profissão. Porquê? Porque a escola preparava cidadãos acríticos, trabalhadores braçais que apenas tinham de repetir para o resto da vida o que lhes era ensinado e gente que não saísse da norma. Não preparava cidadãos exigentes, profissionais qualificados e uma geração que conseguisse inovar.

Havia, no entanto, exames na 4ª classe. E é compreensível que houvesse. Para a maioria da população, a 4ª classe era o fim dos estudos. Suficiente para ter um ofício. Hoje, o 4º ano cumpre uma função completamente diferente. Felizmente. Nem é o fim dos estudos, nem prepara para outra coisa que não seja para continuar a estudar. Mais: olhamos hoje para um miúdo de 9 anos de uma forma completamente diferente do que olhávamos há 50 anos. Achamos que não deve trabalhar, recusamos a violência física sobre ele, achamos que, sendo a disciplina importante, não chega para formar uma pessoa decente. Há quem tenha saudades doutros tempos? Não vejo como ter saudades de um país servil, atrasado e ignorante. (…)’
Ler mais no Expresso a opinião de Daniel Oliveira.

‘ (…) Discordo, desde o início, desta ideia de exames no 1.º ciclo. Com os exames na mira, o ensino vira-se para a transmissão de conhecimentos que se espera que os alunos sejam capazes de replicar, com recurso à memorização e à compreensão, em detrimento da análise, da criatividade ou do pensamento crítico, processos cognitivos também absolutamente fundamentais. De forma mais ou menos oficial, é promovida a uniformização das aprendizagens, recaindo sobre questões que possam ser mensuráveis através de uma prova. Podemos imaginar as últimas semanas de aulas no 4.º ano (bem como nos outros que têm exames). A preocupação dos professores com o sucesso dos seus alunos terá, certamente, contribuído para homogeneizar o trabalho desenvolvido nas aulas, circunscrevendo-o ao que é antecipável que possa sair no exame. A realização de exercícios de provas de aferição terá marcado o quotidiano de muitas turmas.( …) ‘
Ler o artigo de Armanda Azenhas no Educare

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