O retiro de um Presidente ausente em tempo de crise

10 Mar

Depois de ler o prefácio do Roteiro (Retiro) de um Presidente (ausente) em Tempos de Crise, melhor se entendem as razões pelas quais Cavaco Silva se trancou em Belém. Precisava de tempo para escrever o Prefácio.
No seu registo habitual, Cavaco Silva, manipula, omite e insinua mas não resolve os problemas essenciais. O que disse aos portugueses sobre a forma como vai exercer a sua influência ( ou magistratura activa) para que se alterem as políticas recessivas que estão a conduzir o país para uma crise social de consequências imprevisíveis ? Nada.

Resolveu falar do passado, esquecendo a parte dele que melhor conhece.

No início de 2011, o País chegou a uma situação de emergência económica e financeira. Era flagrante a total impossibilidade de assegurar o normal financiamento do Estado e da economia.”  Flagrante foi a sua vontade de um acerto de contas com o PS e com José Sócrtaes, preocupado que estava com a com a crise na banca e  seus estilhaços. Quando em 2009, no inicio da actual crise mundial, nenhum partido obteve uma maioria absoluta para governar e se adivinhava uma crescente pressão dos mercados sobre o país, a sua magistratura activa não foi no sentido de apelar à responsabilidade e à necessidade de uma cooperação dos responsáveis políticos e económicos. Pelo contrário, estimulou o conflito e a instabilidade da acção governativa nas suas intervenções públicas. Foi  essa magistratura activa também a responsável pela situação de emergência económica e financeira a que chegamos em 2011, por isso não espanta que justifique a inacção afirmando   “Por experiência própria, acumulada ao longo de dez anos como Primeiro-Ministro e após um mandato presidencial de cinco anos, sei, como poucos, que existe uma relação inversa entre o protagonismo mediático do Presidente da República e a sua influência efetiva sobre o processo político de decisão. Os que cedem à tentação da visibilidade fácil e da vaidade efémera acabam fatalmente por perder margem de manobra e capacidade de interlocução junto dos diversos agentes políticos e sociais, os quais, em situações de crise, se colocam frequentemente em posições de antagonismo e conflito, o que reclama uma intervenção arbitral, acrescida mas discreta, do Presidente da República”. 

Cavaco Silva espreita o país por trás das cortinas do Palácio de Belém, escondendo a sua responsabilidade pelo estado actual da nossa economia.  E ainda nos vem dizer “Se o Presidente da República não se tivesse empenhado, por exemplo, em mobilizar os diferentes tipos de agentes para as potencialidades da economia do mar, o que teria acontecido?”  

Por favor, acha que nos esquecemos quem é e o que fez Cavaco Silva ?

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