O governo não tem condiçoes

14 Jan

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” O ex-líder parlamentar socialista Francisco Assis considerou hoje que é mais importante o PS dizer que o Governo perdeu condições políticas para reformar do que sustentar que não tem mandato para cortar quatro mil milhões de euros.

Esta posição foi defendida por Francisco Assis após a sessão de abertura das Jornadas Parlamentares do PS, que decorrem até terça-feira em Viseu, numa intervenção em que também advertiu os socialistas para os perigos de “uma astúcia” do executivo PSD/CDS, segundo a qual as atuais medidas são “uma fatalidade” porque a alternativa é a crise política.

Na sessão de abertura das Jornadas Parlamentares do PS, o líder da bancada socialista, Carlos Zorrinho, voltou a sustentar que o atual Governo não tem mandato para cortar quatro mil milhões de euros na despesa do Estado.

Francisco Assis aceitou a tese de Carlos Zorrinho sobre a ausência de mandato do Governo, mas avisou que não é “prática” e que, em última instância, levará a uma disputa escolástica da qual ninguém sai vencedor.

“Embora compreendendo a preocupação do [Carlos] Zorrinho e de outros intervenientes políticos do PS que tem chamado a atenção – e bem – de este Governo não ter mandato para tomar determinadas decisões e impor determinados caminhos ao país, acho que a questão já não é só a de ter ou não ter mandato, sendo até mais prática: É saber se este Governo tem ou não condições, hoje, para conduzir o país e para fazer reformas”, referiu Francisco Assis.

Francisco Assis advertiu depois que a questão de o Governo ter ou não mandato para cortar quatro mil milhões de euros pode transformar-se “numa disputa escolástica” – e essa “é uma discussão em que nunca haverá um vencedor, porque eles [Governo] ficarão na sua teimosia e nós [PS] ficaremos na nossa convicção”.

“A questão é mais prática e é a de saber se este Governo tem hoje condições para mobilizar a sociedade portuguesa em torno de uma reforma séria seja em que domínio for. Ora, este é um Governo que entrou em conflito claro com o Presidente da República, que faz sucessivos orçamentos com suspeitas de inconstitucionalidades graves, que é incapaz de dialogar com as oposições na Assembleia da República e que dá sinais claros de desagregação interna. Verdadeiramente, este Governo perdeu todas as condições, o que do ponto de vista político é muito pior do que ter perdido o mandato”, defendeu o ex-líder parlamentar do PS.

Na sua intervenção, Francisco Assis advogou ainda que o PS “não pode ficar prisioneiro da última astúcia a que recorrem os governos que estão fechados num círculo e que já não sabem como sair dele”.

“Esse tipo de governos diz que sempre que a sua equipa é irremovível pela circunstância que o país não aguenta com uma crise política em cima de uma crise económica. Não podemos aceitar isso, porque não se governa sob uma lógica de fatalidade. Sobretudo em épocas de crise, como a atual, o pior que pode acontecer é ter como único horizonte de referência a fatalidade e não a esperança”, contrapôs Francisco Assis.

Fonte : LUSA

  

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