Quanto pior melhor

2 Dez

” Passos Coelho vê na Constituição “alguma margem de liberdade” para aplicar na escola pública uma espécie de taxas moderadoras, à semelhança das que existem na Saúde. Não sendo possível obrigar os alunos a pagarem ensino obrigatório- teríamos aí mais uma notável originalidade do processo português de empobrecimento – a ” margem de liberdade” consiste em tornar o ensino secundário facultativo para em seguida lhe impor propinas, uma vez que a Constituição não as consente no básico.

Assim, o Governo pode vir a reduzir a escolaridade obrigatória para os nove anos, revogando a lei de Sócrates que, bastante precipitadamente, reconheça-se, aumentou em 2009 para 12 anos. Faz sentido. Se o país não tem trabalho para a mão-de-obra qualificada – por isso ela está a emigrar -, desqualifica-se a mão de obra. De caminho, poupa-se no salário de mais uns milhares de professores, pois ficarão sem os alunos cujos pais já não conseguem assegurar-lhes a alimentação, quanto mais o luxo de ir à escola. É o que se chama apostar no futuro das novas gerações. E obrigar as famílias mais pobres a educarem os filhos de acordo com as sua possibilidades. ” Fernando Madrinha no Expresso

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