Cansaço

12 Out

Nos últimos meses o país não tem vivido de boas notícias. E mesmo quando algumas aparecem, temos a mesma sensação do final do último jogo em Coimbra para as competições europeias: não nos deixam ser felizes, quando tudo parece que vai correr bem tem de aparecer uma má noticia.
Mas se não tem havido boas noticias o país não se pode queixar do empenho dos portugueses. De tal forma assim é, que mesmo quem mais os castiga não o deixou de reconhecer, considerando que Portugal tem o melhor povo do mundo. Ficaram os portugueses com esse conforto, o de pelo menos uma vez ter acertado
Há mais de um ano que se ouvem os alertas para os excessos de austeridade, que não se poderia continuar a conter o défice através da redução dos rendimentos disponíveis dos portugueses, que tudo isso levaria à necessidade de mais impostos dado o efeito contrário que provocaria. Mas a correção dos erros é fácil para quem apenas tem de olhar para as variáveis financeiras numa folha de Excel. Corta-se numa e aumenta-se na outra, porque importante não são os portugueses.
As medidas que se anunciam não irão resolver o problema da economia e do emprego, porque continuando a reduzir os rendimentos dos portugueses, vão aumentar as falências e, consequentemente o desemprego. Há necessidade de cumprir com os compromissos, mas temos de criar condições ás famílias e às PME’s de sustentabilidade para que o estado não resolva um problema criando muitos outros.
Esperamos que ainda exista tempo para corrigir algumas das excessivas exigências que se estão a pedir aos portugueses. Todos desejamos sair deste tempo de austeridade e olhar o futuro com uma esperança que agora não temos, e que muitos a desconfiam irremediavelmente perdida, mas é preciso um novo rumo.
Insistir no erro que nos conduziu aqui já não é determinação, é irresponsabilidade politica.
Seria tempo do governo perceber que o melhor povo do mundo perdeu a paciência e quer resultados que não sejam as derrotas de todo o seu sacrifício. Nem toleram mais empates na resolução dos problemas estruturais da nossa economia. Para empates injustos , nós os da Académica, já tivemos a nossa conta contra os israelitas.
Publicado no Diario As Beiras de 11-10-12

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