Solidário com Mário Paiva

9 Out

Se dúvidas houvesse sobre o estado a que chegaram muitas juventudes partidárias por esse país fora, a reunião da Comissão Politica da Juventude Socialista de Coimbra de ontem à noite revelou a essência do pensamento político que por ali predomina. Para a maioria significativa dos jovens socialistas que participaram naquela reunião esse pensamento orienta-se pela subserviência das opções individuais aos compromissos de interesse.
Quando vivi a realidade das juventudes partidárias sempre vi respeitado o direito ao pensamento político e às opções que cada um tomava perante as escolhas que tinha de fazer. Nunca qualquer posição mereceu represálias que colocassem em causa o normal funcionamento dos órgãos internos, nem o ” vandalismo ” político que se tem assistido na Juventude Socialista de Coimbra.
Estes jovens desconhecem o que significa democracia e não estão preparados para exercer quaisquer funções que lhes exijam o respeito pela diferença de opinião.
Mario Paiva foi eleito Presidente da Juventude Socialista do Distrito de Coimbra em finais de Março passado, sem qualquer oposição. Mereceu dos seus pares a confiança para conduzir os destinos da Juventude Socialista. Coimbra e Mira, as duas maiores concelhias da Juventude Socialista, não tiveram condições de apresentar qualquer alternativa ou reconheceram em Mário Paiva a liderança que o Distrito necessitava.
Uns dias após o Congresso, Mário Paiva assume a título pessoal uma posição de apoio à minha candidatura à Federacao do PS, convicto de que esse era um direito que lhe estava reservado apesar da sua condição de lider da Juventude Socialista. Direito alias, que cada um dos restantes militantes também exerceu para apoiar outra candidatura ou até a mesma.
Mario Paiva fez a sua opção pessoal. Pois, as concelhias de Coimbra e Mira da Juventude Socialista não aceitaram que o Lider da JS apoiasse uma candidatura que tinha dado o maior apoio às iniciativas da Juventude Socialista e proporcionado à Juventude Socialista a melhor posição de sempre na lista de deputados. E retaliaram, recusando- se a eleger o secretariado da Federação da Juventude Socialista , usando a mesma estratégia que tinha sido usada por alguns militantes do partido, sintonizados com os jovens opositores a Mario Paiva, para evitar que um Presidente da Federação elegesse durante 6 meses o seu secretariado.
Só há uma palavra para qualificar esse comportamento e o que ocorreu ontem : uma vergonha!
Mario Paiva apesar de sozinho revelou um caracter que muitos dos seus opositores alguma vez entenderão , por muitas tertúlias e apelos a memória de republicanos o façam : a de que vale mais estar só mas bem com as suas convicções e com os valores republicanos que defende do que estar acompanhado mas manietado nas suas convicções, prisioneiros de um pensamento único.
Que pobreza…

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