A Sorte está lançada

6 Set

E eis que estamos de novo em Setembro. Setembro é o mês irmão de Janeiro nas expectativas que cada um coloca para o seu futuro. Em ambos os casos , há uma data em que cada um projeta o novo período, em que alinha projetos, alimenta entusiasmos e relativiza os medos e ameaças. O período que se inicia em Janeiro, sabemos todos que ocorre a 31 de Dezembro, naquelas festas em que se atira o ano velho fora e se sonha o novo ano.
O futuro que agora se inicia não terá um marco temporal definido coletivamente mas tê-lo-á seguramente individualmente. Encontra-se no momento em que se arrumam as recordações de férias ou no dia em que se prepara o regresso à atividade profissional. Mas também podemos encontrar alguns momentos em que o nosso sub consciente nos alerta para a realidade.
Esses são os momentos em que muitos começam a discutir os pontos ganhos ou perdidos pelo clube do coração ou quando se toma conhecimento do encerramento da época das transferências e se sente que afinal se ficou sem defesa esquerdo ou sem o ponta de lança que se desejava. Sente-se aí que se vai ter de enfrentar mais um ano ( lá está… um novo ano) com a mesma equipa e sem reforços. E olha-se desconfiado para o treinador que insiste no médio de organização que apenas sabe destruir jogo. Lamentam-se alguns resultados da pré-epoca, daqueles jogos amigáveis onde não se viu uma ideia nova ou um fio de jogo, mas renova-se a esperança na equipa.
Mas são também os momentos em que as grelhas dos canais televisivos abandonam a silly season e regressam ao investimento nas audiências, com novos programas e com novas telenovelas. Umas, são reposições modernizadas, onde apenas mudam os (as) protagonistas, mantendo-se o enredo que todos já conhecem o fim, mas que ainda prende a atenção. Outras ,são adaptações de boas obras mas com produções desajustadas.
Como se vê, Setembro é afinal um mês de esperança! Mesmo quando se sente que nada muda.
Mas Setembro é também o mês das rentrées partidárias. E numa avaliação rápida percebi que o partido do Governo não conseguiu dispensar alguns dos seus protagonistas, talvez esperando por Dezembro, quando abre nova época de esperança, para fazer essas alterações. O Partido Socialista, estagiou em Évora e apresenta-se reforçado taticamente, esperando os seus responsáveis chegar a Dezembro já na liderança do campeonato. O CDS , adotou a técnica do submarino enquanto o Bloco de Esquerda está tentado em concordar, depois da experiência de Louçã, que duas cabeças pensam melhor que uma. Apenas o PCP ainda não fez a sua rentrée, que se prevê para a festa do Avante, no próximo fim de semana. Nada que preocupe os comunistas porque sabem que chegar tarde ao futuro faz parte da sua marca genética.
Tudo visto, acabo como comecei. Setembro é irmão de Janeiro. O que não se resolver agora, resolveremos em Janeiro. Pelo menos a esperança! E enquanto ela existir não deixaremos de acreditar no futuro.

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