Uma liderança segura

16 Fev

É pacífico que vivemos um tempo de imensas dificuldades: económicas, sociais e políticas . Também não suscita grande controvérsia que essas dificuldades resultam de uma crescente supremacia dos interesses sobre os princípios, do consumo intensivo sobre o consumidor seletivo e do encantamento demagógico sobre a verdadeira realidade.

Tudo somado, não restam dúvidas que só há um caminho se não quisermos viver as mesmas soluções que nos anos 30/40 dominaram a Europa. E, por isso, torna-se urgente regressar à política dos valores, dos princípios, do compromisso e da verdade.

Não é um caminho fácil, nem rápido, perante as desconfianças instaladas e as práticas habituais. Mas os líderes afirmam-se nesses momentos. Quando conhecem o caminho certo e não se desviam dele, porque não temem as adversidades e têm convicções.

Foi assim com todos os líderes que hoje são referência nacional e mundial. Não os vou mencionar aqui mas apelar à memória de como foi difícil, e quantas vezes incompreendido, o percurso que esses líderes trilharam. Bem sei, que também houve os que tiveram visão mas não tiveram tempo, nem condições para atingir aquele registo histórico. A impaciência, a premência do sucesso e a incompreensão são punhais envenenados dirigidos às convicções coletivas.

António José Seguro, tem sabido percecionar as mudanças necessárias para que a política se afirme com credibilidade aos olhos do cidadão. Assumiu, quando líder parlamentar, a necessidade de reforçar o debate político no Parlamento, com os debates quinzenais com o Primeiro Ministro, e enfrentou a liderança do principal partido da oposição sem concessões ao que é essencial à sua visão do País, dos Portugueses e do Mundo. Não receou conceder liberdade de voto aos deputados da sua bancada, está a reformar os estatutos alterando regras de funcionamento do partido que lidera, com implicações imediatas no combate ao caciquismo, ao manobrismo e ao clientelismo e não aceitou cair na fácil critica, na medida demagógica e no popularismo primário que tão bons resultados dão em momentos de dificuldades.

E esse é um bom sinal para os que não entendem novos métodos e novas formas de estar na vida partidária. E a melhor indicação que se pode dar a quem ainda não desistiu dos partidos como a essência do regime democrático.

publicado no Diário As Beiras

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

Financiamento Internacional

oportunidades e recursos

Praça do Bocage

Conversa sobre o que nos dá na real gana…

almôndega

narrativas, cebolas e molho vermelho

Recordar, Repetir e Elaborar

O de sempre, só que de novo.

Pra Fora

Depositário do que eu vejo por aí

O Informador

Jornalismo, média, actualidade nacional e internacional

Palavras ao Poste

A OPINIÃO (QUASE) CERTEIRA

%d bloggers like this: