Congresso Autárquico de Coimbra

5 Fev

 

A convenção autárquica que aqui  realiza a comissao política concelhia é o culminar de um vasto trabalho desenvolvido pelo seu Presidente, Carlos Cidade, pelo seu secretariado , por autarcas e  muitos outros que foram chamados a participar e que souberam dizer presente, contribuindo com o seu conhecimento e experiência para a construçao de um projecto para Coimbra, concelho e freguesias.

 

Como Presidente da Federaçao só me posso sentir satisfeito pela equipa, pela dinâmica e pelos enriquecedores contributos de todos, saudando por isso o meu amigo e camarada Cidade pelo que aqui nos proporciona: a afirmação de unidade e capacidade de projectar um projecto alternativo ao poder actual neste concelho.

 

Neste intricado puzzle que é a construção de um programa e de uma equipa, estamos agora em condiçoes de começar as primarias manifestações de afirmação dos protagonistas, facto para as quais serão importantes os actos eleitorais para as secções e concelhias, porque é aí que como semprentenho afirmado e aqui reitero caberá fazer as opções e as escolhas que nos levarão às vitorias eleitorais nas autarquias.

 

À Federaçao caberá o papel de moderar tensões se vierem a ocorrer, mas que espero sinceramente que nao ocorram,e resolver as situações onde nao exista  solução e lhe seja solicitada a sua contribuição. Ninguém conhecera melhor os rostos do projecto do que aqueles que conhecem o meio e os anseios das suas gentes e as estruturas devem ser dados os direitos para que a elas correspondam os deveres inerentes a essas escolhas.

 

Sabemos todos que o próximo acto eleitoral tem uma importância significativa para a afirmação do novo Partido Socialista que o nosso Secretario Geral aqui presente, e que saúdo vivamente, tem vindo progressivamente a dar a conhecer aos portugueses. Sabemos por isso, que as escolhas devem ter , nas capitais de Distrito particularmente, uma necessária abrangência local, distrital e nacional, mas tenho plena confiança nos agentes políticos para que saiba que a candidatura será consensual e ganhadora.

 

Importante é, nos tempos presentes, que se considere o perfil do candidato como competente, serio, humilde e com uma ligação afectiva ao eleitorado na minha opinião. O desencanto e o desgaste das medidas e da ação política não se compadecera no momento em que o povo for chamado as urnas, com candidatos que não tenham ou não criem uma relação de confiança com o eleitorado. Mas estou certo que os que forem chamados a decidirem não deixarão de ter isso em consideração.

 

Uma nota final para a situação que esta na mente de todos durante este debate: e que desenho administrativo teremos no concelho nessa altura eleitoral ?

 

Caros a caras camaradas, sempre fui e continuarei a ser contra a extinção de qualquer freguesia. Não vejo nenhuma razão para que isso ocorra, contra a vontade orgânica, sem a adesão popular, de se agregarem ou extinguirem. Sem essa vontade não contarão comigo para qualquer ato de afronta a uma das nossas realidades administrativas mais funcionais e mais próximas dos cidadãos e que foram, são e continuarão a ser o poder que mais contribuiu para o desenvolvimento do pais e para a nossa coesão territorial.

 

Nenhum memorando pode deixar de ter em consideração a vontade das populações. Pode traçar rumos mas caberá sempre ao órgãos eleitos e ao povo a decisão do caminho a seguir. Não vos vou falar aqui de medidas do memorando para as quais não houve urgência, nem para aquelas que foram além, nem ainda das que se decidiu , e bem, não seguir por maior que fosse exigência da Tróika

 

O nosso poder local caracteriza se por especificidades que normalmente não se encontram noutros países, ou seja por um sistema dualista , de municípios e freguesias, que permite o aprofundamento da descentralização , aproximando o poder político e as populações e levando a vivência democrática até à auto administração das pequenas comunidades. E é essa realidade que devemos manter.

 

Os portugueses tem sofrido nos últimos tempos um agravamento significativo das suas condições de vida. Nos salários, na saúde e agora na justiça têm se agravado as diferenças entre os que mais podem e os que cada vez  podem menos. 

 

A situação social em Portugal assemelha se cada vez mais a um barril de pólvora pacientementeaguardando que algo despolete a sua explosão. Temo, honestamente, que a extinção ou agregação de freguesias contra a vontade das suas  populações seja o elemento ultimo que falta.

E honestamente, não consigo encontrar uma justificação forte para tal-

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