A (IR)RESPONSABILIDADE DE PASSOS COELHO

18 Fev

A entrevista de Passos Coelho à RTP 1  atesta bem a sua absoluta irresponsabilidade e impreparação para poder alguma vez assumir a governação do País.

Num momento em que o governo resiste a uma intervenção externa em Portugal, aplicando as medidas necessárias para fazer face à crise financeira que se sente na Europa, que vem dizer Passos Coelho ? Que não vota a moção de censura do Bloco de Esquerda mas quer que Socrates resolva a crise depressa porque ele não pode esperar. E que não vai «marcar uma data para dizer que apresento uma moção de censura ou que atiro o Governo abaixo ou que vou abrir uma crise política».

Como a crise só se resolve, se existir sentido de responsabilidade dos partidos da oposição em dar sinais ao exterior de estabilidade política, responsabilidade essa que lhes seria exigível depois de todos eles terem recusado qualquer pacto de governação com o PS, fácil é perceber que Passos Coelho precisa é de rapidamente resolver a sua crise de liderança no partido e não a crise económica que o País atravessa.

Nenhuma crise dos mercados financeiros se resolve se eles forem permanentemente alimentados com a instabilidade política . E o que temos assistido é a uma competição entre os partidos de oposição pelo prémio ” Deixa ver se a minha moção de censura é melhor que a tua”, que naturalmente faz as delícias dos especuladores.

É por isso que a entrevista de Passos Coelho é uma irresponsabilidade. Porque ocupa a última posição na intenção de apresentar uma moção de confiança, depois do PCP e CDS/PP já terem assumido a intenção de o fazerem; porque não se percebe qual a diferença de um partido com vocação de poder e partidos de oposição; Porque ninguém entenderá que o líder do maior partido da oposição passe o tempo a ameaçar derrubar o governo e quando tem a possibilidade de o  fazer não o faz; Porque nenhum português,que está a fazer sacrificios, pode aceitar que Passos Coelho insinue regularmente a queda do governo como condição para  se resolver o problema económico do País mas por mero tacticismo não apresenta a solução.

Passos Coelho na entrevista dada à RTP não estava a falar para o País. Estava a resolver os problemas internos do seu partido. A tentar manter uma expectativa de poder aos seus companheiros de partido que lhe permita ganhar tempo até ao momento em que Cavaco Silva possa convocar eleições. Para além dos problemas do País e dos portugueses.

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