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Arquivo de etiquetas: Socrates

Foi há um ano…antes de ficarmos pior


PEC aponta para contraçao de 0,9 este ano

 Parlamento vota PEC 4 que pode levar a crise politica

Socrates acordo concertação social é triunfo político

 Jorge Sampaio apela a responsabilidade dos agentes políticos

Sócrates ameaça sair se o PEC for chumbado

 

Sermão de Bagão aos (De)Lírios

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Acho que Bagão Félix anda a falar demasiado com as plantas e alguma  lhe terá causado alucinações. Se não, como explica a intenção de sentar no mesmo governo o CDS/PP de Portas com a CDU de Jerónimo de Sousa ?

JARDIM DE SOCRATES

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ESTAVA ESCRITO NAS ESTRELAS

“O PS vai apoiar Manuel Alegre e agora só falta discutir quando e onde. Na próxima semana, Alegre vai estar em Moçambique com o primeiro-ministro, para entregar o prémio Leya, do qual é presidente do júri. Maputo será o cenário do primeiro reencontro entre os dois, depois de Setembro, quando o poeta que recusou entrar nas listas socialistas acabou por sinalizar o apoio ao seu partido, comparecendo num comício da campanha do PS, em Coimbra.

O assunto candidatura presidencial já é pacífico entre os socialistas, mesmo que para alguns o seja a contragosto. Mas já não há nada a fazer. O avanço de Fernando Nobre nunca baralharia as contas internas do PS que, à excepção de Eanes, não voltou a apoiar numas presidenciais um não-militante. O timing de Alegre – em Janeiro transformou a sua candidatura num processo irreversível – é que não coincidiu com o de Sócrates que preferia discutir o assunto mais tarde. Agora, o estado-maior do PS espera pelo fim do processo Orçamento de Estado/Programa de Estabilidade e Crescimento para tomar uma posição oficial sobre a candidatura de Alegre que será, inevitavelmente, de apoio.(…)” IONLINE

TENHAM JUÍZO!

José Manuel Fernandes foi alertado para uma movimentação existente no Facebook com o objectivo de silenciar grupos anti-socráticos, concretizadas no apagamento de tais grupos. E, pasmem, resolveu torna-la pública na sua página. Aí, alertou para mais uma violação da liberdade de expressão e logo partiu para recolher mais pormenores . Não sei se já os recolheu, mas enquanto foi investigar, a conversa continuou entre os seus seguidores. E podemos, com os nossos olhos, perceber como o País está a endoidecer. Saúdem-se as posições dos que, saudavelmente, tentaram explicar o disparate.

Para ler e perceber, clique aqui: Este pessoal passa-se completamente

A ANÁLISE DE PROENÇA DE CARVALHO

“(…)É advogado de Sócrates nos processo que ele moveu contra jornalistas.
Que são os únicos casos que existem.

Está convencido da razão de Sócrates?
Absolutamente convencido.

E acredita que existe uma campanha de alguns órgãos de comunicação social contra o primeiro-ministro?
Acho que, designadamente no primeiro mandato, o seu espírito reformista, dinamismo, coragem em enfrentar interesses instalados, sem dúvida, atingiu muitos interesses. E ele sofreu a reacção. Também não sou ingénuo ao ponto de pensar que os media e algum jornalistas em particular só se movem por interesses altruístas. Quase todos estão ligados a poderosos grupos com interesses poderosos. José Sócrates, por exemplo quando se lembrou de iniciar um processo para um novo canal de TV atingiu os interesses dos canais instalados. E não falo noutros casos porque posso ser mal interpretado, mas é evidente que há interesses muito concretos e visíveis ao primeiro-ministro com a tentativa de lhe retirar credibilidade. E também é evidente, em alguns meios e jornalistas, que a persistência com que, de forma falsa deturpada ou insinuatória, falaram de determinadas situações sem base em factos mas antes em boatos ou pequenos aspectos desgarrados mas que se lhes dá configuração ligante, acabaram por inventar uma série de casos que não têm consistência. Em relação aos processos que instaurei em nome de Sócrates, não tenho a mínima dúvida de que Sócrates não tem nada de reprovável a apontar e que essas notícias e reportagens foram construídas…

Mas uma campanha?
Não orquestrada, com maestro. Há várias, vários focos de interesses e alguns ódios pessoais. Não consigo ver de outra forma a persistência ou mesmo teimosia com que se continuam a fazer afirmações que não são verdadeiras e muitas vezes se fazem de forma insinuatória e lançam esta cortina.(…)”

Daniel Proença de Carvalho ao IONLINE.

AQUI NÃO HÁ DEMOCRACIA…

As redes sociais são um espaço de convívio e debate entre os que a elas aderem. A adesão e participação ocorrem de formas diversas. Alguns permitem a participação de todos e outros selecionam os amigos com quem querem conversar, debater e trocar curiosidades.
Recentemente foi criado um grupo designado “De apoio ao Mário Crespo e aos jornalistas independentes(há poucos).“, cujo criador é o Prof. Gabriel Maria e tem como administradores Manuel Pôejo Torres ( Universidade Católica Portuguesa) e Lourenço de Almada. Esse grupo objectivava o apoio à liberdade de expressão e a Mário Crespo, citando-o na informação do grupo (lado esquerdo ) “Por uma Sociedade Aberta e evoluída. A favor do contraditório, e da crítica livre e responsável. “Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Mário Crespo in JN. Este texto nunca será publicado no JN”

Tendo presente tais princípios, que o criador  consideraria inalienáveis, aderi ao referido grupo para aí exercer o contraditório em defesa do direito à privacidade, do dever de prova nas acusações e do direito de opinião, se não mesmo de defesa da dignidade de qualquer sujeito, exerça ele funções públicas ou privadas, desde que investido nas suas vestes privadas.

Fiz dois comentários e tirei uma conclusão. Defender a liberdade de expressão é um acto digno de um Estado de Direito e Democrático. Não pode, nem deve ser nunca, um meio falacioso  para sustentar um argumentum ad ignorantiam. Já todos percebemos que sobre José Socrates têm incidido as mais variadas tentativas de linchamento popular, que se vão sucedendo desde o seu primeiro dia de exercício de funções como Primeiro-Ministro. Quando as preocupações se desviam do essencial para o acessório, se focalizam na personalidade e não na acção governativa, sem nunca se provar nada de que foi sendo sucessivamente acusado, cabe à sociedade no seu todo dizer basta. Não o fazer é ser cúmplice numa colectiva “caça ao homem”. E mais grave, quando feita para quem “o contraditório aqui, depende muito da minha paciência e tempo. Porque não há contraditório possível contra um facto de que eu não gosto.” e assume que “Aqui não há democracia. A que havia acabou hoje”. Recorde-se que o grupo na sua informação se diz “Aberto:todo o conteúdo é público”.

Fica a memória desse momento e a preocupação sobre a sociedade que se está a construir em Portugal, apenas porque não se gosta da personalidade de um Homem.

Clique para ampliar

OPINIÃO, VIDA PRIVADA E BOATO

(…)Mas esta capa, o que dela resulta, assim como outras anteriores a esta, recentes e igualmente reveladoras do Estado a que chegámos, impele-me a mandar à merda toda a escumalha que está a transformar o privado em arma de arremesso. Isto é absolutamente vergonhoso e inadmissível. Não me interessa o que o Primeiro-Ministro possa conversar em privado. Simplesmente não me interessa. Até pode conspirar ─ a vida política sempre foi feita de conspirações ─, arrotar, chamar filho da puta ao Papa que eu estou-me nas tintas.
Este tipo de acção torna tudo possível. Preparai-vos, povo, vêm aí tempos intimidatórios. De hoje em diante, quem poderá dizer o que pensa em privado sem temer vir isso a tornar-se público? Nojento. Mais triste se torna verificar que, à esquerda e à direita, praticamente toda a oposição ao diabólico Sócrates não denota a mínima indignação para com este criminoso atentado contra a liberdade. A liberdade começa na privacidade. Termos a nossa privacidade garantida é o mais básico fundamento de um edifício que se vai construindo e conquistando ao longo da vida, o edifício da liberdade. Que esse valor apareça ultrajado desta forma, com a complacência de tantos, é absolutamente degradante.”
no ANTOLOGIA DO ESQUECIMENTO

Quando esta estória começou essa foi a minha inquietação. Escrevi sobre o direito de opinião aqui. O que ressalta em tudo isto não é o comentário que Sócrates fez ou não. O que preocupa é a limitação do seu direito de opinião, da sua vida privada e, fundamentalmente, a cruzada contra um homem assente num discurso ofendido de Crespo que não identifica as fontes, ou que é negado pelas que insinua.No fundo, o que atormenta é o reconhecimento do “diz que disse” como meio de prova.
Tenham juízo…

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