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Arquivo de etiquetas: Reflexões

DESCOBERTO EM 1931

“É impossível levar o pobre à prosperidade através de legislações, que punem os ricos pela prosperidade.

Por cada pessoa que recebe sem trabalhar, outra pessoa deve trabalhar sem receber.

O governo não pode dar para alguém, aquilo que não tira de outro, alguém.

Quando metade da população entende a idéia de que não precisa trabalhar, pois a outra metade da população irá sustentá-la, e quando esta outra metade entende que não vale mais a pena trabalhar para sustentar a primeira metade, então chegamos ao começo do fim de uma nação”. Adrian Rogers

PENSAMENTO DO DIA


autoria desconhecida mas nem por isso mentira

AQUI NÃO HÁ DEMOCRACIA…

As redes sociais são um espaço de convívio e debate entre os que a elas aderem. A adesão e participação ocorrem de formas diversas. Alguns permitem a participação de todos e outros selecionam os amigos com quem querem conversar, debater e trocar curiosidades.
Recentemente foi criado um grupo designado “De apoio ao Mário Crespo e aos jornalistas independentes(há poucos).“, cujo criador é o Prof. Gabriel Maria e tem como administradores Manuel Pôejo Torres ( Universidade Católica Portuguesa) e Lourenço de Almada. Esse grupo objectivava o apoio à liberdade de expressão e a Mário Crespo, citando-o na informação do grupo (lado esquerdo ) “Por uma Sociedade Aberta e evoluída. A favor do contraditório, e da crítica livre e responsável. “Sem essa dialéctica só há monólogos. Sem esse confronto só há Yes-Men cabeceando em redor de líderes do momento dizendo yes-coisas, seja qual for o absurdo que sejam chamados a validar. Sem contraditório os líderes ficam sem saber quem são, no meio das realidades construídas pelos bajuladores pagos. Isto é mau para qualquer sociedade. Em sociedades saudáveis os contraditórios são tidos em conta. Mário Crespo in JN. Este texto nunca será publicado no JN”

Tendo presente tais princípios, que o criador  consideraria inalienáveis, aderi ao referido grupo para aí exercer o contraditório em defesa do direito à privacidade, do dever de prova nas acusações e do direito de opinião, se não mesmo de defesa da dignidade de qualquer sujeito, exerça ele funções públicas ou privadas, desde que investido nas suas vestes privadas.

Fiz dois comentários e tirei uma conclusão. Defender a liberdade de expressão é um acto digno de um Estado de Direito e Democrático. Não pode, nem deve ser nunca, um meio falacioso  para sustentar um argumentum ad ignorantiam. Já todos percebemos que sobre José Socrates têm incidido as mais variadas tentativas de linchamento popular, que se vão sucedendo desde o seu primeiro dia de exercício de funções como Primeiro-Ministro. Quando as preocupações se desviam do essencial para o acessório, se focalizam na personalidade e não na acção governativa, sem nunca se provar nada de que foi sendo sucessivamente acusado, cabe à sociedade no seu todo dizer basta. Não o fazer é ser cúmplice numa colectiva “caça ao homem”. E mais grave, quando feita para quem “o contraditório aqui, depende muito da minha paciência e tempo. Porque não há contraditório possível contra um facto de que eu não gosto.” e assume que “Aqui não há democracia. A que havia acabou hoje”. Recorde-se que o grupo na sua informação se diz “Aberto:todo o conteúdo é público”.

Fica a memória desse momento e a preocupação sobre a sociedade que se está a construir em Portugal, apenas porque não se gosta da personalidade de um Homem.

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SER ESPECIAL

“O que torna uma pessoa especial é sua capacidade de viver intensamente por uma causa. São raras nos dias de hoje. Vive-se muito pela metade ultimamente. Pessoas que se empenham na realização de seus sonhos não se conformam com a uniformidade. Assumem o preço de serem diferentes e, geralmente, nadam contra a corrente. Isso requer coragem.
Coragem de ser, não simplesmente de fazer. Ser é mais difícil do que fazer, afinal, é no ser que o fazer encontra o seu sustento. Faço a partir do que sou. Não, o contrário.
Tenho encontrado muita gente perdida no muito fazer. Gente que perdeu totalmente o referencial existencial de suas vidas. Gente que se empenhou e investiu na vida só para um dia poder fazer alguma coisa. Estudou, lutou, aprofundou, com o desejo de um dia poder desempenhar uma função.
É claro que o fazer também realiza, faz feliz, mas não podemos negar que há uma realidade que precede o mundo da prática. “

Padre Fabio de Melo

AS TOUPEIRAS

As recentes declarações de Luís Filipe Menezes sobre a próxima liderança social democrata confirmam uma doença instalada nos círculos partidários.
Na verdade, proliferam as pseudo elites que se arrogam no direito de decidirem quem são os melhores ou piores candidatos e reclamam o direito de certificação de candidaturas, em função de prévias provas de submissão aos seus altos desígnios. Não toleram nenhum nível de independência de decisão. Seu maior fascínio é dominar a cruzeta da marioneta para a movimentar a seu bel-prazer. Têm uma absoluta incapacidade em discernir o que é melhor para os demais mas são clarividentes nos seus interesses. Ficcionam na sua ancestral notariedade o script que deve orientar o protegido.
Enquanto não percepcionarem o erro em que consomem os sonhos de tantos nunca desistirão dessa tentação. E enquanto existirem debilidades de vontade, e grilhetas nas convicções de alguns, nunca serão verdadeiramente livres, nem verdadeiros líderes.

E é por causa dessas “toupeiras” que existem nos partidos que às vezes é tudo bem mais complexo, se demora muito mais a resolver os problemas e existem “buracos” de esperança colectiva.

O MEU BALANÇO DO ANO

A Unidade do Grupo.
A que não se preocupa com os que saem, aparentam sair ou nem saem.
Essa unidade que funciona como um iman. A unidade que acha piada às provocações e responde presente quando a desafiam. Somos um movimento que assusta,cresce e absorve muito mais do que afasta.
Por Vocês, e pela coesão sempre demonstrada, não podia deixar de assinalar essa UNIDADE como o meu destaque de 2009.
A sua coerência e dimensão não deixarão de se revelar na hora certa.
Quem vier depois que apague a luz…


When you walk through a storm
Hold your head up high
An don’t be afraid of the dark
At the end of the storm
Is a golden sky
And the sweet, silver song of a lark

Walk on through the wind
Walk on through the rain
Though your dreams be tossed and blown
Walk on, walk on with hope in your heart
And you’ll never walk alone
You’ll never walk alone

Walk on through the wind
Walk on through the rain
Though your dreams be tossed and blown
Walk on, walk on with hope in your heart
And you’ll never walk alone
You’ll never walk alone

Tradução : Aqui


PS. Eles também são vermelhos … e não encontrei outra reprodução

POR COIMBRA


foto Dinis Manuel Alves

Já o afirmei noutro forum, Coimbra precisa de um poder criativo que potencie as sinergias existentes. Tem faltado ambição ao poder local vigente e sentimos que se vive em circuito fechado, sem asas para voar, numa cidade que sofre de uma asfixia evolutiva que atormenta e revolta.
Coimbra reclama um movimento colectivo de ruptura com o “status quo” vigente, que não se reduza à pequena política mas à apresentação de propostas.
Já defendi que a autarquia devia mobilizar os seus valores locais da cultura ( bandas, ranchos, musicos, grupos de fado, grupos de teatro,artistas plásticos, etc) para uma parceria com a hotelaria e restauração, criando uma “movida” cultural que promova a dinamização da Baixa de Coimbra.
Mas Coimbra precisa, também, de rapidamente assumir um programa de criação de hotspots (pontos de acesso gratuito à Internet sem fios) em vários locais do concelho para promoção do uso de novas tecnologias, criando condições de acesso à internet para todos, num verdadeiro combate à info-exclusão.
E, porque não, seguir o exemplo de várias cidades americanas que desenvolveram plataformas locais onde reunem informação útil aos seus cidadãos e, simultaneamente, permitem a recepção de alertas dos problemas que aqueles encontram no seu dia-a-dia, desenvolvendo-se uma nova relação entre eleito e eleitor.

DECLARAÇÃO

“Fiquei magoado, não por me teres mentido, mas por não poder voltar a acreditar-te.”
Friedrich Wilhelm Nietzsche

Na política, como na vida, só podemos estar com verdade. Quando arriscamos a mentira, corremos o risco das consequências que ela pode provocar nas relações. Quando avançamos pelo trilho da insinuação táctica, crentes que o longo prazo não tem memória, iludimo-nos. Quando oscilamos, entre a situação e o seu contrário, vivemos suspensos da avaliação de terceiros.
É por isso que os meus caminhos não se cruzam com aqueles que arriscaram na mentira, avançaram na insinuação táctica e oscilaram entre a situação e o seu contrário.

MAU TEMPO

O País vive actualmente sob a inflência de dois intensos ciclones:

Um com origem na ridícula intenção de alguns responsáveis políticos em acertar contas com o passado;

Outro assente na contestação das reformas estruturais necessárias ao País. Uma contestação hipócrita, fundada apenas na falácia Argumentum ad Hominen.

Quando passarem, os danos serão provavelmente elevados e muitos se terão perdido para a vida política activa.
Mas que se salvem os determinados, os empreendedores, os convictos e os que desejam um País mais forte e mais solidário.

O SEU A SEU DONO

 

“Pedras no caminho? Eu guardo todas. Um dia vou construir um castelo”                                            

Ao contrário do que tenho lido e ouvido ( como aconteceu hoje !), estas três frases não são de autoria de Fernando Pessoa. O seu autor é o brasileiro Nemo Nox. Toda a estória no seu blog, POR UM PUNHADO DE PIXELS.

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