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TENHAM LÁ PACIÊNCIA
“É esteril a discussão que se tem tentado promover sobre o eventual apoio do PS a Manuel Alegre ou, num outro sentido, da eventual ansiedade deste pelo apoio do partido a que pertence. E esteril porque desse debate não pode nascer nada que substantivamente seja positivo para ambas as partes, ou seja, para o PS e para Manuel Alegre.
Importante será que cada um siga o seu caminho e se encontrem no horizonte das eleições presidenciais, na inevitabilidade de um encontro com data indefinida mas com matriz ideológica definida.”
NOBRE E O BE
Alguns sectores socialistas vão sustentando que Manuel Alegre estará demasiado ligado ao Bloco de Esquerda e por essa razão ambicionariam uma candidatura presidencial mais abrangente e com alargada capacidade de penetração eleitoral.
Além de Alegre e Cavaco Silva, Fernando Nobre assume-se, ao fim do dia de hoje, preparado para a disputa presidencial.
Não vou aqui dissecar o perfil ou o percurso político de Fernando Nobre, aceitando-o como uma personalidade reconhecidamente dedicada às causas humanitárias e aí gozando de grande prestígio.
Contudo, o Partido Socialista tem no seu militante histórico Manuel Alegre ,uma candidatura suprapartidária . Como não poderia deixar de ser, se pretende unir e representar os anseios de todos os portugueses.
Alegre afirmou-se na solidão da sua avaliação e, admito, o seu anunciado rumo a Belém, pode ter sido antecipado pelas constantes investidas que esses sectores foram desencadeando junto de algumas personalidades, procurando nelas uma disponibilidade para a “corrida” presidencial.
Mas não tenho qualquer dúvida que o bom senso irá imperar e o Partido Socialista se apresentará unido em torno da candidatura de Manuel Alegre, afastando veleidades que no momento actual criariam dificuldades internas, provocariam fracturas e focos de tensão injustificados.
E os democratas são os que aceitam a vontade das maiorias mesmo que delas discordem.
E se outras razões não houvessem, a coerência é sempre a bussola que deve orientar o comportamento.
E que coerência poderia existir num apoio desses sectores a uma candidatura como a de Fernando Nobre, quando este, duas semanas antes de anunciar a sua candidatura presidencial, informou o Bloco de Esquerda de que iria ser candidato a Belém ?
Pelo menos,essa “bênção ” Manuel Alegre não pediu.
BRINDEMOS
Fernando Nobre é candidato à Presidência da República, em 2011.
Participações cívicas, enquanto cidadão independente e a título individual:
- Participação na Convenção do PSD, em 2002;
- Membro da Comissão de Honra e da Comissão Política da candidatura de Mário Soares à Presidência da República, em 2006;
- Mandatário nacional para a campanha do Bloco de Esquerda ao Parlamento Europeu, nas eleições de Junho de 2009;
- Membro da Comissão de Honra da candidatura de António d’Orey Capucho à presidência da Autarquia de Cascais, em 2009.
DE QUE FOGE ?
Adiar…adiar…e adiar. A mesma fórmula que Presidente da Distrital de Coimbra pretende usar para não cumprir as disposições estatutárias ( orientações partidárias), ao tentar adiar por um mês as eleições para concelhias e secções, que se irão realizar no inicío de Abril em todo o País.
Por mim, não vejo qualquer inconveniente no adiamento das eleições para a federação. Não há pressa. E acho que Coimbra tem muito a ganhar, se puder utilizar a capacidade de mobilização do actual Presidente da Federação para as Presidenciais, bem como o seu entusiasmo na candidatura de Manuel Alegre. Não perderei esses momentos por nada deste mundo.
Já o adiamento das eleições para as secções e concelhias não me faz nenhum sentido. As outras federações distritais já se disponibilizaram para as realizar nas datas indicadas pela estrutura nacional.
O adiamento por um mês visa, apenas, garantir a aquisição de capacidade activa eleitoral de mais alguns militantes que em Abril não ainda não a terão.Razão pela qual, a estrutura nacional não poderá deixar de dar um sinal inequivoco de isenção e exigir a realização dos actos eleitorais nas datas por si indicadas.
Outra coisa não será de esperar…
E EU RECORDO
Manuel Alegre na campanha eleitoral de 2006. em In coerências
SER ALEGRE
A candidatura de Manuel Alegre à Presidência da República reúne as condições para assegurar a unidade da esquerda e a reafirmação dos princípios do Estado de Direito e valores Republicanos.
É conhecida a resistência de alguns, mas ela será superada em benefício de um País que deseja colocar em Belém um candidato identificado com os valores e que garanta a estabilidade governativa.
Um candidato que honre a memória de António Macedo,Tito Morais,Ramos da Costa, Raúl Rego,Teófilo Carvalho dos Santos, Vasco da Gama Fernandes, Fernando Vale, entre outros. Alegre representará, nesta candidatura, a continuidade de gerações de socialistas que contribuiram para que Portugal cumprisse o sonho de Abril,como Mário Soares, Jorge Sampaio, António Guterres, Ferro Rodrigues e José Socrates.Socialistas que deram contributos determinantes para o reforço do Estado Social.
Alegre sabe que a sua vitória nas presidenciais depende da assumpção da sua militância histórica. E daí partindo,nunca daí fugindo. Sabe Manuel Alegre, tal como os navegadores de tempos idos, que precisa de tapar os ouvidos aos cantos de sereias. Mas sabe também o partido socialista que os candidatos não se inventam, são actos de vontade individual; que as escolhas nunca representam a vontade unânime dos que opinam e que nem sempre é candidato quem quer ( ou queremos) mas quem pode e tem condições para protagonizar projectos vencedores.
O partido socialista como partido da esquerda democrática e moderna não deixará de estar unido no essencial, assumindo o seu papel de liderança do processo eleitoral,e afastando com isso veleidades alheias.
Tem ser esse o nosso rumo, recordando que nem sempre estivemos de acordo mas sempre soubemos discernir o que era importante.
E sabemos quanto é importante eleger Alegre para garantir a estabilidade governativa futura e reafirmar a matriz ideológica de esquerda do PS.







