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LEITÃO 2010: MEETTWITTER

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O Leitão2010 começou assim, cresceu com a participação do próprio e terminou, cumprindo-se o destino … de alguns parentes seus.

Para memória futura ficam os registos :

  1. Encontro de funcionários do twitter;
  2. Quem é quem no Leitão 2010;
  3. leitão 2010 na Quinta do Loredo;
  4. O twitter adora leitão;
  5. E os vencedores foram…
  6. Reco 2010 – relatórios;
  7. Reco 2010;
  8. Leitão 2010 – twittar cara-a-cara
  9. Album fotográfico do Peliteiro
    No Diário de Coimbra:

    No Público:

  10. Na imprensa:

(via leitão2010)

No Expresso
(via leitão2010)

VAMOS SER SÉRIOS NA ANÁLISE

“Existe uma forma subtil de o poder político premiar ou punir os órgãos de comunicação: através da publicidade institucional. Quando o órgão é manso, recebe o seu biscoito. Quando o órgão ladra e morde, a ração é controlada. Por isso é fundamental saber quanto se gasta e, sobretudo, onde se gasta o dinheiro público: a ‘liberdade de expressão’, hoje, não se faz com comissões prévias de censura. Faz-se com o livro de cheques na mão. A trela é a mesma.”JOÃO PEREIRA COUTINHO NO CORREIO MANHÃ

Existe uma forma subtil da comunicação social premiar ou punir poder político:através das fontes de informação.Digo eu !

Quando essa relação funciona numa cumplicidade silenciosa entre quem dá, procurando o benefício da propaganda e da sua projecção mediática, e quem recebe, afirmando-se nos exclusivos, no seu reconhecimento profissional e nas chamadas à primeira página dos seus escritos, tudo corre a contento. Há harmonia entre o jornalista, o “informador” e, por consequência, o meio de comunicação social que se afirma como referência informativa. E é essa referência, esse reconhecimento de “bem informado” que lhe permite uma penetração no mercado publicitário e o sucesso editorial. Mas quando esse elo se quebra tudo se complica. As primeiras páginas, o sucesso editorial e as receitas publicitárias vão escasseando. Surge o momento de se apontar o indicador e se acusar, assumindo o lesado a figura de “virgem”" séria, impoluta e insusceptível de qualquer desvio ético. Mas esse é também o desmontar da tenda em que a relação assentava os seus interesses. Porque a partir desse dia, do dia em que se torna público o que era susposto ser eternamente privado, rompe-se perpetuamente o elemento fundamental dessa relação: a confiança recíproca.
Ora, esta incapacidade de se fazer um debate sério sobre a relação entre os media e o poder político e económico, tem permitido o crescimento de uma competição desregulada do sucesso, para que este possa promover expansão ( ou sobrevivência) dos grupos de comunicação e nestes possam brilhar os profissionais que mais se destaquem no surpreender de uma notícia que os concorrenciais colegas não sonhavam ou a que não conseguiram chegar primeiro.
E é na crise económica generalizada que essa competição se acentua, pela falência das receitas publicitárias,resultante de maior selectividade das empresas nos destinatários das suas parcas verbas destinadas a divulgação ou promoção. E nessa competição, tenho algumas dúvidas se o maior problema não incide no catálogo de mais e melhores fontes de informação de cada um.

É por isso redutora, na senda do que é corrente em Portugal, atirar as responsabildades para os políticos e não as partilhar com outros. Até porque para dançar o tango são precisos dois…

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