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E não se podem reformar antecipadamente ?

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Inconstitucional e injusto ! O Governo suspendeu as reformas antecipadas até 2014. Com economia paralisada, com o desemprego em crescimento contínuo e com o estado social abalado havia quem pensasse que este Governo teria que abandonar mais cedo a sua actividade. Precavidos pelos alertas, trataram de suspender as reformas antecipadas. Benefício ao infractor digo eu !

Projectos Resolução sobre pagamento prestação de desemprego

Desemprego – Janeiro 2012

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Segundo o Eurostat, em janeiro, a taxa de desemprego atingiu 14,8%, subindo 2,5 pontos percentuais (p.p.) face a janeiro do ano passado e 0,2 p.p. face ao mês anterior. A população desempregada foi estimada em 801 mil, representando mais 132 mil desempregados (+20%) que no mês de janeiro do ano passado e mais 10 mil (+1%) que no mês anterior.

Constata-se deste modo, que a taxa de desemprego já superou todas as previsões, mesmo as elaboradas no início da semana, pelo governo que antevê uma taxa de desemprego de 14,5% para o conjunto do ano. Ora, se no 1º mês do ano a taxa de desemprego já superou aquela projeção a situação é muito preocupante já que pode indiciar uma tendência de evolução muito mais negativa do que a inicialmente prevista com consequências económicas e sociais imprevisíveis.

Não há registo na base de dados do Eurostat (dados desde 1983) de uma taxa de desemprego tão elevada para Portugal como neste último mês de Janeiro.

 

Portugal apresenta a 3ª taxa de desemprego mais elevada da UE27 (a seguir à Espanha, Grécia e igual à Irlanda) e o 4º maior crescimento tanto homólogo (a seguir à Grécia, Chipre e Espanha) como mensal (a seguir à Grécia, Bulgária, Itália). A taxa de desemprego em Portugal cresceu mais do triplo que a taxa de desemprego na zona euro e mais de 4 vezes que em toda a União Europeia (em termos homólogos). O ano passado, em janeiro, Portugal apresentava uma taxa de 12,3% sendo a 8ª taxa de desemprego mais elevada.

Na Zona Euro, a taxa de desemprego foi de 10,1%, crescendo 0,7 p.p. em relação ao mês homólogo e 0,1 p.p. em relação ao mês anterior. Na UE 27 a taxa de desemprego fixou-se em 10,7%, subindo 0,6 p.p. em relação ao mês homólogo 0,1 p.p. em relação ao mês anterior.

Espanha apresenta a taxa de desemprego mais alta da UE (23,3%) e, pelo contrário, a Áustria regista a taxa de desemprego mais baixa, com 4,0%.

Também segundo o Eurostat, A taxa de desemprego juvenil, em Portugal,  fixou-se em 35,1% subindo quer em termos homólogos (8,6 p.p.) quer em termos mensais (0,1 p.p.). Portugal ocupa a 4ª taxa de desemprego juvenil mais elevada (a seguir à Espanha, Grécia, e Eslováquia). O ano passado, em janeiro, Portugal apresentava uma taxa de 26,5% sendo a 9º taxa de desemprego juvenil mais elevada.

A maior taxa de desemprego juvenil regista-se em Espanha, fixando-se em 49,9%, crescendo, em termos homólogos, 11,8 p.p. e 0,6 p.p. face ao mês precedente. A Alemanha apresenta a taxa de desemprego juvenil mais baixa da Europa (7,8%), descendo quer em termos homólogos (1,2 p.p.) como mensais (-0,1 p.p.).

Na UE27, a taxa de desemprego juvenil fixou-se em 22,4% (+1,3 p.p. de crescimento homólogo e +0,2 p.p. de crescimento mensal) e na Zona Euro em 21,6% (+1,0 p.p. de crescimento homólogo e +0,1 p.p. de crescimento mensal).

Fonte :G. P.P. S

RESOLVER UM PARADOXO

“Num momento em que os números do desemprego continuam a ser elevados e quando existem necessidades de mão-de-obra em vários sectores da nossa economia, não podemos continuar com este paradoxo de existirem muitas pessoas desempregadas e ao mesmo tempo postos de trabalho que não são preenchidos”, Helena André, Ministra do Trabalho e Solidariedade Social no EXPRESSO.

OLIVEIRA HOSPITAL TRAVA DESEMPREGO

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em diário As beiras

NOVOS INCENTIVOS À CONTRATAÇÃO DESEMPREGADOS EM RISCO

O Governo vai reformular os incentivos à contratação de desempregados em risco de exclusão, como ex-beneficiários do rendimento social de inserção (RSI), ex-reclusos ou pensionistas de invalidez. Por um lado, limitando o potencial público-alvo, que será restringido a quem esteja desempregado há mais de dois anos; por outro lado, alargando os apoios oferecidos às empresas, com o pagamento imediato de quatro mil euros às que estejam dispostas a contratar sem termo.

No ano passado, os incentivos desenhados para desempregados com este perfil destinavam-se a todos os que estivessem sem trabalho há mais de nove meses. As empresas que contratassem sem termo tinham direito a receber dois mil euros acrescidos da isenção de contribuições por 24 meses. Já no caso de contratações a prazo era oferecido um desconto de 50% nas contribuições a pagar à Segurança Social.

Este ano, porém, o incentivo será reforçado, anunciou ontem a ministra do Trabalho, Helena André, aos jornalistas. As empresas que contratarem sem termo desempregados com este perfil terão direito a receber quatro mil euros, a que acrescem 36 meses de isenção contributiva. Se o contrato for a prazo, a redução das contribuições será de 65% no primeiro ano e de 80% nos seguintes.

Os antigos apoios já caducaram, mas o Governo não esclarece quando prevê que a nova medida entra em vigor. O Ministério do Trabalho garante apenas que a lei terá efeitos retroactivos a Janeiro.

MIRA, UM CONCELHO SOCIALMENTE ATENTO

“Cerca de meia centena de homens e mulheres desempregados estiveram ontem no salão dos Bombeiros Voluntários de Mira, onde a autarquia local apresentou um novo gabinete de combate ao desemprego. O GIP – Gabinete de Inserção Social, tem como responsável Maribel Silva, técnica da autarquia mirense, e a sua criação visa não só apoiar a população na procura activa de emprego, mas, também, elaborar estratégias a médio prazo, através da auscultação das necessidades do tecido empresarial e através do investimento em formação nas áreas prioritárias.”
Notícia completa no Diário de Coimbra

Aplauda-se a ideia, e o trabalho muito positivo que a autarquia de Mira está a desenvolver, com particular significado na área social. Assinale-se a dinâmica nesse sector, reflectida na atenção com que o executivo municipal está a acompanhar a evolução do emprego no seu concelho.

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