José Afonso, “o rosto da utopia”, recordado por todo o país nos 25 anos da sua morte
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O Mundo parece mais uma roleta russa, António
“(…)O mundo está cercado por uma teia imensa, mais tenebrosa do que o Labirinto de Creta, de onde não se podia sair. Uma teia dos interesses do capitalismo financeiro a que alguns chamam capitalismo de casino – e a que eu chamo de capitalismo sem açaime. Este capitalismo morde e mata. Foi o capitalismo especulativo, que colocou os países à beira da derrocada financeira, obrigou os Estados a endividar-se e a tomar medidas restritivas para fazer face à crise que o capitalismo provocou – esse capitalismo especulativo, sem açaime. Mas os estados que se endividaram para evitar a crise vão recorrer aos mesmos especuladores que a provocaram. É por isso que estamos cercados; (…)”
A OPÇÃO CERTA NO FUTURO
“A verdadeira medida de um homem não se vê na forma como se comporta em momentos de conforto e conveniência, mas em como se mantém em tempos de controvérsia e desafio.” Martin Luther King
Aproxima-se mais um acto eleitoral na concelhia de Coimbra do Partido Socialista, e com ele, a necessidade dos militantes optarem por uma das três candidaturas que se apresentaram. Cada um dos candidatos me merece o maior respeito e consideração, para além da natural amizade que me une a eles. Cada um, à sua maneira, tentará rapidamente reorganizar uma estrutura completamente à deriva, a que apenas a falta de bom senso, ou por condicionalismos diversos, terá impedido o seu actual presidente de desligar a “máquina” que , artificialmente, garantia a sua existência.
A última liderança concelhia, e tudo o que dela resultou, por tão má que foi retira-nos a vontade para voltar a falar dela. Apaguemos todo esse período. Essa liderança sobreviveu porque faltou uma oposição consistente e coerente, respeitadora das expectativas nela depositadas pelos muitos militantes que a apoiaram. Confundir cooperação política com desvio dos objectivos traçados e unidade com incoerência foi, do meu ponto de vista, um erro estratégico, mesmo que a sua reparação seja possível no futuro.
O PS Coimbra vive, pois, um momento decisivo na recuperação da sua imagem externa e na credibilização de um trabalho político orientado para os cidadãos e mobilizador dos seus militantes. Não há mais tempo a perder nesse desígnio, nem existem condições para insistir no erro.
Esse é o desafio que se coloca aos candidatos e também aos militantes nas suas escolhas. O futuro do PS Coimbra não pode ser hipotecado por um exercício do poder assente em projectos pessoais mas orientado para uma mobilização do interesse colectivo; Não podemos continuar a pactuar com a mentira e jogos de poder que apenas conduzem ao desencanto colectivo mas tem de ser possível encontrar uma liderança que mantenha o rumo e a coerência das suas posições, verdadeiro para com os militantes na determinação das suas posições e na execução do projecto que assuma; Temos de ser capazes de expurgar da condução dos destinos do partido todos aqueles que não revelam qualquer noção da ética republicana, concebendo o partido apenas como “ um agrupamento de cidadãos para a defesa abstracta de princípios e elevação concreta de alguns”, só para citar Carlos Drummond de Andrade.
O calculismo, a hipocrisia, a ambição desmedida e a lógica dos interesses são sintomas de uma grave doença que alguns transportaram para o interior do sistema partidário e que tem destruído as convicções dos que nele militam por princípios e valores.
Acredito que os militantes da concelhia de Coimbra saberão fazer as opções adequadas que permitam o afastamento do poder daqueles que são responsáveis pelo estado actual do PS em Coimbra, porque temos consciência, de que nada vale o lamento diário ou vergonha contida, se continuarmos a premiar eleitoralmente os prevaricadores.
Termino citando Jean de La Bruyère, “Pensar só em si e no presente é uma fonte de erro em política. “A minha consciência e os valores que me orientam no dia-a-dia nunca me permitiriam a apostasia.
Texto publicado no Jornal Coimbra com Futuro.
PRODUTIVIDADE
Recebi esta foto por mail amigo. Desconheço a autoria, mas fica aqui o agradecimento ao autor, pela oportunidade que nos deu, de conhecer o recurso a trabalho animal para angariação de receita. Como dizia o mail, o gato é que não precisava de exagerar. Segundo a informação que acompanhava a foto, esta foi tirada junto ao estádio municipal Cidade de Coimbra.
COMO SE PERDEU UMA CÂMARA
Apetece não dizer mais nada…não consigo entender nunca quando o individuo se torna mais importante que o colectivo.
Sinto uma estranha sensação por ter razão antes do tempo…
17 ABRIL 1969
“O futuro pertence àqueles que acreditam na beleza de seus sonhos.”
Elleanor Roosevelt
APELO PELA BAIXA DE COIMBRA
A vida dá-nos tantas emoções que às vezes nem acreditamos que ainda podemos sentir algo de novo. Mas a verdade, é que ela não pára de nos surpreender e de nos colocar entre momentos tão diversos como são os disparates que alguns continuam a dizer, sem terem a noção de que já ninguém os escuta e que sempre que abrem a boca nos envergonham e … os outros…os que nem querem falar, quase pedem desculpa, num grito abafado pelo desespero de uma vida sofrida, uma vida construida na vontade, e prazer, de diariamente sairem de casa e se deslocarem para o seu local de trabalho para aí se realizarem enquanto profissionais.
Este apelo desesperado lançado pelo blog QUESTÕESNACIONAIS merece a nossa atenção e preocupação. A cidade tem de se preocupar com os seus cidadãos. Aqueles que têm responsabilidade na gestão autarquica, poder e oposição, não se podem alhear do drama que se vai vivendo no comércio tradicional. Devem deixar a pequena querela política e ter a elevação democrática de exercerem os seus mandatos em nome dos que neles confiaram, poder e oposição. Devem estabelecer um pacto para a revitalização da Baixa de Coimbra, mobilizando todos os recursos disponíveis para se encontrar uma solução que afaste o pesadelo que está a destruir a vida de muitos que ali têm toda uma história de vida .
No Turismo, na definição de um projecto âncora, nos acessos e condições a conceder aos que ali se deslocam, nos incentivos, na definição de novos horários de abertura e encerramento dos estabelecimentos, na interacção entre cultura e restauração/hotelaria, na animação e na capacidade da autarquia em funcionar como a alavanca desse sonho estará uma parte da solução.
Mas para isso é preciso haver vontade e capacidade criadora. E tem de existir inovação e determinação. E rapidamente se organizar um forum para debater as soluções para afirmação da Baixa como espaço de centralidade da cidade.
Esse é um desafio que não se pode continuar a adiar. E custa tão pouco comparado com o tempo que se perde nas assembleias municipais e sessões de câmara a discutir a manilha e o presépio…
BELA COIMBRA

Fotógrafo: Estúdio Horácio Novais.
Fotografia sem data. Produzida durante a actividade do Estúdio Horácio Novais, 1930-1980.
A Galeria de Biblioteca de Arte-Fundação Calouste Gulbenkian disponibilizou no FLICKR esta fantástica foto de Coimbra, onde se pode verificar a qualidade dos proprietários no arrumar das suas viaturas no parque. Apesar da dimensão não deixaram os seus méritos à mercê de qualquer arrumador e respeitaram o seu vizinho de estacionamento.
Nos tempos que correm, esta imagem de geometria perfeita é impossível, pelo abuso permanente das regras, o que não deixa de ser lamentável!
Ao fundo, ainda se pode recordar o Basófias…nas suas oscilações de volume.
MAS HÁ OU NÃO DINHEIRO ?
“Caso a câmara não faça as transferências dos protocolos, «somos obrigados a parar os nossos serviços», alerta o presidente, que, apesar das dificuldades, assegura que os funcionários não vão ficar sem salários: «antes, vendo o cemitério ou a junta».” no DIÁRIO DE COIMBRA




