RSS Feed

Arquivo de etiquetas: cavaco silva

Foi há um ano…antes de ficarmos pior


PEC aponta para contraçao de 0,9 este ano

 Parlamento vota PEC 4 que pode levar a crise politica

Socrates acordo concertação social é triunfo político

 Jorge Sampaio apela a responsabilidade dos agentes políticos

Sócrates ameaça sair se o PEC for chumbado

 

OS PASSOS DE CAVACO SILVA

O pedido de audiência de Passos Coelho ao Presidente da República, agendada para esta quinta-feira, não terá ocorrido, por certo, no momento mais adequado para Cavaco Silva, o qual desejaria, nesta altura, manter-se afastado das movimentações (e convulsões) partidárias.

Na verdade, depois de um discurso de tomada de posse que só mereceu o aplauso das bancadas do PSD e do CDS, partidos que estiveram na base de apoio da sua recandidatura, Cavaco Silva desejaria afastar-se desse posicionamento fracturante e apresentar-se aos portugueses numa posição de absoluta independência perante as posições que os diversos partidos venham a assumir na próxima semana, e particularmente os partidos à direita do espectro partidário.

Mas não foi esse o entendimento de Passos Coelho. Na minha opinião,o líder do PSD temendo que o Presidente da República não valide a sua pretensão de chamar os portugueses às urnas e confrontado com a pressão dos seus companheiros de partido, terá pedido essa audiência para condicionar a posição futura de Cavaco Silva.

Senão vejamos:

Se perante a recusa do partido de Passos Coelho em aprovar o PEC IV e a óbvia crise política que se seguirá -acreditando que os restantes partidos também não o viabilizarão – , o Presidente da República não convocar eleições, o líder do PSD deslocará a critica e a pressão dos seus companheiros de partido para Belém, fazendo dessa forma o seu seguro de liderança.

O mesmo ocorrerá se o PSD vier a viabilizar, com ou sem alterações, o PEC que será discutido na Assembleia da República durante a próxima semana. A ideia que deixará passar para os militantes do seu partido é de que terá sido Cavaco Silva o responsável por tal alteração.

Mas se pelo contrário, Cavaco Silva o secundar na irresponsabilidade de submeter o País a eleições antecipadas ficará prisioneiro da ideia de que Passos Coelho terá ido a Belém cobrar o apoio à sua reeleição como Presidente da República. Na verdade, perante as declarações conhecidas de diversos responsáveis da Comissão Europeia sobre o recente Plano de Estabilidade e Crescimento apresentado pelo Primeiro-Ministro português e o apelo feito por Cavaco Silva à redução da despesa do Estado por forma a ser possível cumprir os compromissos de Portugal perante as instâncias europeias, mal se perceberia uma decisão em sentido contrário sem a enquadrar no acerto de contas das eleições presidenciais.

Por certo, também o Governador do Banco de Portugal não deixará de concordar com a posição dos seus homólogos europeus sobre a importância da aprovação no Parlamento do PEC IV. Como não deixará de considerar de extrema gravidade para o país o surgimento de uma crise política, razão pela qual será importante ouvir a sua opinião.

No caso de optar por eleições antecipadas, Cavaco Silva seria co-responsável pelas consequências brutais que poderiam advir dessa crise política para os portugueses , assumindo-se como parte do problema e não da solução.

Por isso tudo, entendo que Passos Coelho criou um problema a Cavaco Silva com o seu pedido de audiência,  atitude que me parece não ser totalmente descontextualizada dos comentários que alguns militantes dados como próximos do Presidente da República tem vindo a proferir sobre a sua liderança.

Aguardemos pelos desenvolvimentos dos próximos dias para perceber se Cavaco Silva se conseguiu libertar do espartilho em que Passos Coelho o colocou, assumindo o seu lugar de Presidente de todos os portugueses e de referencial da estabilidade política, apelando ao sentido de responsabilidade do líder do seu ex partido.

SOBRESSALTO CÍVICO

Houve «interpretação abusiva ou distorcida» de alguns, considera Cavaco

SENTIDO DE ESTADO

Posted on

Todos sabemos que atravessamos uma crise económica sem precedentes, agravada em Portugal por um discurso político e mediatico de permanente confrontação. Sabemos todos, também, que os especuladores sorriem quando a essa crise se associa um discurso sobre hipotéticas quedas de governo.
Já percebemos todos que o governo vai cumprir o mandato até ao fim, porque seria inexplicável que as demissões daquele dependessem das conveniências do calendário eleitoral para a Presidência da República e não de avaliações do interesse nacional.
Mas parece haver
quem não tenha entendido o que 
Manuel Alegre e Fernando Nobre já perceberam: De que não cabe ao Presidente da República a condução da política económica do País. E muito menos tornar pública a divergência sobre matérias que não são da sua competência, principalmente em momentos de crise.


MEDALHA CORTIÇA

 

PR: Santana Lopes condecorado terça-feira por exercício de “funções públicas de alto relevo”

Reconhecidamente. Em pouco tempo destruiu o PSD e levou à demissão da coligação de direita no poder. Cheira-me aqui um certo perfume eleitoral …interno do PSD, prémio pelo trabalho de recolha de assinaturas para convocar Congresso Extraordinário do PSD

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Junte-se a 5.815 outros seguidores